segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Vasco 2 x 2 Figueirense - 17a Rodada

É, galera vascaína! Infelizmente, acabou o 100% em casa. E logo na rodada em que o Vasco era o único dos quatro primeiros do campeonato a jogar em seu território. No final, o gol de pênalti nos últimos minutos acabou sendo um prêmio para uma equipe que correu muito, e jogou pouco.

Tive a oportunidade de ir a São Januário ver o jogo, e ao chegar lá encontrei um cenário maravilhoso. A casa estava cheia. O adversário não era de meter muito medo (apesar de ser o atual vice da Copa do Brasil). Por essas e outras pensei: "É hoje que o Vascão deslancha de vez no campeonato." Mas o que se viu durante os 90 minutos, viria a contrariar bastante o ânimo geral que pairava em São Januário.

O jogo até começou bom pro Vasco, que perdeu algumas chances no primeiro tempo, principalmente através da sua nova arma, a jogada aérea. Foram duas ou três cabeçadas difíceis que o goleiro do Figueira, Wilson, teve que se desdobrar pra pegar. Tanto foi assim que o primeiro gol do Vasco acabou saindo dessa forma. Em jogada de Wagner Diniz (o melhor do Vasco em campo), o zagueirão Julio Santos não perdoou e abriu o placar à nosso favor.

A partir daí, o Vasco inexplicavelmente passou a ser um time confuso, e até displicente, que errava passes a todo minuto. Numa dessas, o meia Perdigão (longe de ser o jogador das últimas partidas) teve um passe interceptado, o que gerou o contra-ataque e o gol de empate do Figueirense. A torcida, acostumada às recentes goleadas em São Januário continuou animada e empurrando o time, sem saber que o sufoco maior ainda estaria reservado para o segundo tempo.

Na etapa final, o time até tentou exercer uma pressão nos primeiros minutos. Mas numa jogada que parecia despretensiosa, o meia Peter do Figueira acertou um balaço no ângulo de Sílvio Luiz que pouco pode fazer. A bola ainda desviou na zaga vascaína antes de morrer nas redes e complicar de vez a situação do Vasco na partida.

Daí pra frente o jogo ficou muito nervoso, com o Vasco saindo pro ataque desordenadamente e dando chances do adversário decidir a partida a qualquer momento, tantos eram os contra-ataques que permitia ao time de Florianópolis. O jogo já era dado como perdido, quando aos 46 minutos, em jogada do meia Marcelinho (que entrou no lugar de Ernane, contundido), o nosso eterno sofredor de pênaltis não decepcionou: Wagner Diniz caiu e o juiz apontou a marca! Leandro Amaral não tremeu diante da pressão e empatou o jogo, mantendo a invencibilidade vascaína em casa.

De maneira geral, a rodada não foi tão ruim para o Vasco, que permanece na terceira posição na tabela. Mas é preciso notar, que a situação do time não é tão confortável como parece. Só para termos uma idéia, os 7 pontos que nos separam do líder São Paulo são os mesmos que nos separam do Corinthians, 15o colocado e nosso próximo adversário, quinta-feira, também em São Januário.

O Vasco jogou muito mal e só Wagner Diniz e Conca (apenas na primeira etapa) se salvaram do desastre. Se quiser almejar algo mais nesse campeonato, é preciso rapidamente retomar o caminho das vitórias rapidamente. A competição está chegando na sua metade e é agora que veremos que são os cavalos paraguaios que saíram na frente e vão cair daqui em diante. Temos um bom time, e com a chegada dos reforços, acredito que teremos um elenco em condições de brigar até o final. O atacante Enílton (ex-Juventude e Palmeiras) já estreou ontem, e se não mostrou grande futebol, pelo menos mostrou vontade e disposição.

A torcida continua...que venha o Corínthians!

Saudações

Um comentário:

Dennis disse...

Eu não tenho palavras para descrever Wagner Diniz. Ele está longe de ser o que mais gosto no time do Vasco, mas também está longe de ser o que mais odeio.

Ele é um jogador baixinho, com corpo franzino. Para o futebol moderno, que valoriza os fortes e grandalhões, seria considerado fora de questão, até porque muitos desse mesmo porte devem ser dispensados em peneiras para clubes grandes. Ele veio de um time do Nordeste e tinha tudo para dar errado (como a recente maioria que tentou a sorte com a camisa do Vasco). Por pouco não foi dispensado, mas pode-se dizer que persistência é uma de suas qualidades.

Wagner Diniz já foi vaiado, começou a "Era Roth" na reserva de Thiago Maciel. Mas hoje, digo sem medo que ele é hoje uma das peças chaves do esquema do treinador.

Durante o jogo, fiquei desde os 13' do 2°T (hora que comecei a assistir o jogo) falando para ele entrar na área e cair (que para mim, é sua especialidade). Sorte que ele resolveu jogar fora uma chance clara de gol, aos 45' do 2°T, para me ouvir. Ainda bem que o juizão deu.

Wagner Diniz é daqueles caras que você não dá nada, mas sempre ele vai lá e faz algo de útil. Ou põe a bola na cabeça de alguém com um cruzamento ou cai na área e arruma um pênalti. Sem querer criar polêmica, acho que ele é o cara melhor cava pênalti que já vi, mais até que o Romário.

Se essa virtude é ir contra o bom futebol, não me importo. É um artifício que ele tem na manga e usa com maestria em prol de sua equipe. Os argentinos são conhecidos pela catimba, parte dos europeus pelo futebol viril e ninguém fala nada. Então, parabéns Wágner Diniz. Que essa sua "qualidade" ajude a dar mais alegrias para a torcida vascaína.

Agora, uma observação: se o juiz não dá o pênalti, teria xingado o lateral e não o juiz. De fato, ele não seria o melhor do Vasco na partida. Bem, essa é a magia do futebol...