
Alô, Almirantes...
Como prometido, vou aos poucos voltando ao batente aqui. Claro que ainda estou em período de adaptação já que minha viagem foi muito corrida e voltei ao batente sem ao menos um tempo para descansar. Mas, de verdade, senti falta de vocês.
Antes de comentar qualquer coisa, quero relembrar de um fato (se não o mais importante) da história do nosso querido Vasco da Gama. Hoje faz dez anos que o Vasco venceu o Barcelona (EQU), em Guayaquil, e conquistou a Libertadores da América. A taça, sem dúvida, foi a mais importante da história do clube até porque não conseguimos conquistar o Mundial do mesmo ano (perdemos para o Real Madrid por 2 a 1 em Tóquio).
Essa campanha eu tive o prazer de acompanhar de perto. Na época, minha mãe era muito rigorosa e não permitia que eu fosse aos estádios, mesmo com 16 anos de idade. Então, todos os jogos do Vasco acompanhei da televisão. Da primeira fase, não lembro muito. Na segunda fase, lembro do confronto contra o Cruzeiro. O primeiro jogo, uma vitória suada que achei que fosse ser facilmente revertida no jogo de volta. Felizmente, foi 0 a 0 e o Vasco passou.
Contra o Grêmio, a mesma coisa. Uma vitória suada em casa garantiu a nossa classificação. Daí, quando chegou a vez do River Plate, lembro-me bem que queria muito ir ao jogo mas não consegui. Outra vitória suada em São Januário. No jogo da Argentina, já tinha entregado as fichas para os pênaltis. Já rezava para São Germano fazer milagres.
Até que Juninho Pernambucano (na época, só Juninho) entrou no lugar de alguém que não lembro. Ele vinha de uma lesão no púbis e revezava lugar na equipe com Ramon e Pedrinho. Ele acertou um pombo sem asa do meio da rua (uma falha clamorosa do goleiro) e empatou o jogo. O que garantia o Vasco na final. Depois disso, foi um sofrimento até o apito final do juiz.
Este gol foi tão importante que até hoje ele é enaltecido na canção da torcida vascaína "Gol do Juninho, no Monumentaaaaal...". Eu me emociono toda vez que canto e a parte que canto com mais vontade...
A circunstância da final era a mesma que a que aconteceu com o Fluminense neste ano contra o LDU. Passamos pela final antecipada, na final era só garantir a taça. Diferentemente do Tricolor das Laranjeiras, a gente é o Vasco. Vencemos aqui com um golaço do Donizete, que ele nunca acertou outro chute igual de fora da área, e outro do Luizão. No Equador, onde poderíamos nos complicar, outra vitória contundente. 2 a 1, novamente Donizete e Luizão.
Levantamos a Taça Libertadores com êxito e é com muita felicidade que comento isso como vascaíno. Pois pude ver toda a campanha. Mesmo não lembrando muito, lembro da conquista e é algo que guardarei para sempre.
NOS DIAS DE HOJE
Hoje, no meu segundo dia de volta ao trabalho, fui relacionado para ir ao treino do Vasco. Fiquei até feliz depois de tanto tempo longe da Colina. Na verdade, o treino foi no Vasco-Barra e nem pude encontrar também com o Almirante Vinicius, que só ia para o treino da tarde.
Mas lá, tive a oportunidade de conversar com Tita, nosso treinador. Ele me pareceu bastante sereno em suas declarações, convicto de que a defesa era um problema que ele espera ter resolvido. Afinal, nos últimos quatro jogos, o Vasco sofreu apenas dois gols. Coisa bem inusitada para um time que, em 22 rodadas, sofreu 40.
Inclusive, no segundo turno, o Vasco tem a defesa menos vazada da competição, o ataque mais positivo e pasmem: é o time com melhor campanha até agora. Pelo que aconteceu no primeiro turno, sabemos que as coisas não continuarão assim por muito tempo. Mas quem sabe acontece com a gente o mesmo que aconteceu com o Goiás no ano retrasado, com o Flamengo no ano passado. Quem sabe o Vasco não dá início a uma arrancada histórica e vai até a Libertadores.
É complicado. Mas como vascaínos, não custa nada torcer.
NAVEGADAS
- Tenho que comentar a notícia que mais me animou quando estive fora: a saída de Morais. Assim como todos vocês (descobri que tem muito mais gente que o odeia), gostei muito da notícia. Muito mesmo. Ele não servia para mais nada no Vasco, só atrasava a equipe. Agora, Alex Teixeira e Mádson ocuparam seu espaço com muita propriedade. Tem outra: vou torcer ainda mais para o Corinthians se ferrar.
Como a semana é longa e preciso de tempo para isso, amanhã eu atualizo as Metas Vascaínas!
Agora, fiquem com uma foto minha no museu do Real Madrid... Sempre Vascão...

Abraços a todos
















