Não adianta golear o Grêmio, assumir a ponta e em casa lotada perder dois pontos para um time inexpressivo como o Atlético-Go, com todo o respeito.
Não me venham com essa de placar injusto, porque o futebol não é um esporte justo. Se fosse, o São Paulo havia ganho o Corinthians e estaria dois pontos a nossa frente.
Eu cheguei à conclusão de que esse time do Vasco não pode jogar com a situação favorável, que fracassa. Foi assim mais de uma vez quando tivemos a chance de assumir a ponta e falhamos, e foi assim agora que só precisávamos vencer um time em que o destaque é “Anselmo” para abrir uma expressiva vantagem sobre o segundo colocado.
É o campeonato do “mole”, todos “dão mole”, e vencerá quem chegar na última rodada perdendo menos pontos bobos.
Sabendo da oportunidade que tinha, o Vasco entrou em campo com a postura necessária de vencedor, mas tropeçou nas próprias pernas.
É aquilo que eu sempre disse, digo, e morrerei dizendo: Com Victor Ramos em campo, é um Deus-nos-acuda na zaga; O gol adversário foi marcado por Anselmo que estava sendo marcado pelo inclassificável zagueiro vascaíno. E toda bola que ia nele era um perigo, porque o desgramado até quando acerta o desarme ou o corte, consegue estragar tudo tocando errado ou mandando a bola nos pés adversários!
É aquele camarada que quando não caga na entrada, caga na saída!
Mas a culpa do empate não foi dele não, foi da equipe toda, que permitiu que o Atlético fizesse o jogo que lhe era interessante; Sair na frente e se retrancar atrás. Pior do que isso, o Vasco era incapaz de marcar Juninho e Thiago Feltri que jogaram a partida inteira livres e levando perigo.E ainda por cima, erravam passes atrás de passes.
Não a toa, embora o Vasco fosse mais perigoso, a posse de bola foi 50/50, porque o Atlético contra-atacava com facilidade explorando as avenidas deixadas por Julinho e Fágner, depois por Márcio Careca e Fágner, e por fim, por Allan e Márcio Careca.
Este foi outro detalhe; O setor que destruiu o Grêmio não funcionou hoje no primeiro tempo ( muito embora o cruzamento preciso no gol de Diego Souza tenha sido de Fágner) e saiu lesionado no segundo; primeiro Éder Luís e depois Fágner.
A marcação no meio campo foi uma piada, quando não errava um passe principalmente pelos pés de Eduardo Costa, errava uma marcação, e o time visitante foi presença constante nos arredores da área vascaína.
E por último, Diego Souza muito tentou, mas o ataque não funcionava, porque muito marcado pela defesa atleticana, recebia as bolas sempre de costas para o gol. Nas poucas chances que isso não aconteceu, faltou um pouco de sorte ou de tranquilidade, ou de ambos para finalizar.
Por exemplo, logo após o gol de empate, em jogada parecida Digo Souza cabeceou ao chão e com o goleiro batido, a pelota caprichosamente bateu na trave.
Assim como o Vasco. bateu na trave.
Próxima rodada será em Minas contra o Cruzeiro que anda numa M… danada, e de candidato ao título, hoje briga para não cair. ( Aliás todos os times de Minas) Qualquer resultado que não seja uma vitória será ruim.
Para finalizar,sobre a polêmica dos acréscimos;
Como o Juninho disse, dar mais tempo poderia mudar o resultado, ou não.
Como a não marcação de uma penalidade. A bola pode sair, o goleiro pode defender, mas nem por isso você pode deixar de cobrar.
Eu acho que, independente do jogo, uma partida em que houve seis substituições, um número elevado de faltas, e meia dúzia de atendimentos médicos, dois minutos de acréscimos é um disparate!
Dois minutos foram perdidos apenas no atendimento do Juninho e do Pituca quando se cabecearam mutuamente!
Eu acho estranho, muito estranho. Mas muito estranho MESMO!
FICHA TÉCNICA
VASCO 1 X 1 ATLÉTICO-GO
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/9/2011 - 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)
Auxiliares: Bruno Boschilia (PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
Cartões amarelos: Diego Souza (VAS); Anderson, Pituca, Bida e Rafael Cruz (AGO)
GOLS: Anselmo, 22'/1ºT (0-1); Diego Souza, 31'/1ºT (1-1)
VASCO: Fernando Prass, Fagner (Allan, 19'/2ºT), Victor Ramos, Renato Silva e Julinho (Márcio Careca, intervalo); Rômulo, Eduardo Costa, Juninho e Diego Souza; Eder Luís (Bernardo, 5'/2ºT) e Elton. Técnico: Cristóvão Borges
ATLÉTICO-GO: Márcio, Rafael Cruz (Joílson, 44'/2ºT), Gilson (Leonardo, intervalo), Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Bida e Vítor Júnior (Ernandes, 21/2ºT); Juninho e Anselmo. Técnico: Hélio dos Anjos.
Fonte: GloboEsporte.com (texto, vídeo), Lancenet (ficha)
A Palavra do convidado: Léo
Vasco 1 x 1 Atlético-GO.
Pergunta que todo vascaíno está fazendo agora. Onde está aquele Vasco que deu de 4 no perigoso e bom time do Grêmio? ?
Pois é Meus Diletos Amigos.
A liderança ainda é nossa, mas...
Para quem pensava que seria fácil, se enganou completamente.
Creio que faltou um pouquinho de consciência por parte de nossos jogadores, um pouquinho mais de vontade, gana, aquele ímpeto de campeão.
Exaustivamente, temos falado que, perder pontos para times pequenos, pode ser fatal...
Os primeiros 30 minutos de jogo foram irreconhecíveis para o Vasco, que, perdido em campo, não conseguia acertar passes, concluir jogadas e com sua defesa reserva batendo cabeça o tempo todo.
Com este quadro, claro, ficou muito fácil para o Atlético abrir o placar logo aos 22 minutos. Prass fez grande defesa, mas, no rebote, a bola foi cruzada na cabeça do atacante goianiense, que, subiu sozinho, sem defesa para nosso bom goleiro.
O Vasco continuava perdido, tanto que, na sequencia, o Atlético perdeu 02 chances incríveis.
A partir dos 30 minutos, porém, o Vasco acordou e passou a ditar o ritmo de jogo. Fagner acertou um cruzamento perfeito na cabeça de Diego Souza, que, sozinho, só teve o trabalho de tirar do goleiro..
Um minuto depois, Juninho quase marca de falta. Em seguida, Diego Souza (sempre Ele) quase definiu o jogo, numa cabeçada, que, caprichosamente, bateu na trave. A noite parecia estar se revelando tensa.
Fomos para o segundo tempo com ótimas chances de uma virada.
Logo de inicio, preocupação, Eder Luís, mancando, é substituído por Bernardo. O Vasco, que já havia feito uma substituição, é obrigado a queimar a segunda.
Aos 08 minutos, um lance incrível. Na melhor chance do Atlético, nossa defesa ficou só observando o atacante goianiense entrando na grande área, e, livre, na frente do Prass, quase marcar. Tensão amigos.
Sem nosso bom atacante, o jogo caiu muito e nos primeiros 20 minutos da etapa final, o Vasco nada fez.
O que já estava ruim, ficou dramático. O Vasco perdeu todo o seu lado direito, o mais criativo, com a saída de Fagner, contundido, que deu lugar a Alan, aos 18 minutos.
Aos 20 minutos, O Vasco perdeu um gol incrível. Numa jogada sensacional do Bernardo, a bola sobrou para Diego Souza, que jogou em cima do atacante, no rebote, Elton tentou de bicicleta, por cima.
O jogo passou a ser de ataque contra defesa. O gol era questão de tempo. Aos 22, quase que o Rômulo faz de calcanhar.
O jogo estava totalmente aberto, e, a bola, insistia em não entrar.
Sinistro, dramático. Três pontos importantíssimos em jogo.
Aos 39, Elton perde um gol feito. Protegeu bem a bola, fez o giro e tocou por cima.
Aos 42, Juninho, hoje não era o dia dele, errou mais uma falta.
Aos 44, a bola ficou pipocando na pequena área, mas, nada. Em seguida, já no finzinho, Prass ainda fez um milagre.
O desespero tomou conta do Vasco. Bernardo, no último lance do jogo, tentou driblar toda a defesa adversária, quando haviam 03 jogadores totalmente livres do lado dele.
É, Meus Nobres, o S.Paulo agradece, aliás, até o Foguinho ganhou do Grêmio fora de casa.
Confesso até certa dificuldade para encerrar minha palavra. Uma coisa é certa. Agora, vamos ter que buscar estes pontos preciosos em jogos fora de casa, e contra adversários difíceis. O primeiro já no domingo.
Uma vitória hoje poderia nos manter na liderança até com uma derrota na próxima rodada.
É isso aí gente. Ponto a ponto. Este será o panorama daqui pra frente.
Abraços, bom final de semana e até domingo.