sábado, 30 de abril de 2011

Pré-jogo

 

Está chegando a hora amigos! A uma semana esperamos o confronto que terá início amanhã.

E vejam vocês como é o futebol: No início do campeonato, o Vasco era a quarta força, azarão, saco de pancadas de time pequeno…

Amanhã, faremos a final da Taça Rio, onde tivemos o melhor desempenho e chegamos praticando um futebol bonito, ofensivo.

Se vamos ganhar ou não, só Deus sabe. A confiança é grande porque o time fez a torcida adquirir essa confiança, porque se antes cobrávamos um time pobre em soluções, agora nos damos ao luxo de cobrar um título.

Já calamos a boca de muita gente, só falta o ponto final, que poderá começar a ser dado amanhã.

Ou não.

Eu quero títulos. Em cima do Flamengo é melhor ainda, e parece que os deuses botaram justamente o urubu no caminho do que pode ser nosso melhor time da década. Mas o vascaíno dá muito valor ao flamengo, como se fosse parâmetro de alguma coisa, que não é. Quando perde parece que o mundo desaba.

O Vasco, é um clube. O Flamengo é um aglomerado.

Se vier, será ótimo. Vou me reservar o direito de encher a cara e comemorar.

Mas se não vier, paciência. Estamos na reta final de um campeonato MUITO mais importante que o carioca e temos amplas condições de conquistar a única taça que o Vasco não têm e assegurar uma vaga na libertadores.

Depois disso, vamos disputar um brasileiro ( nem é preciso falar) e uma Sul-Americana,  importantes e também classificatórias para a libertadores. E é isso que interessa.

Para o Vasco, eu espero títulos de expressão. Carioca é motivo de orgulho só para as bibas tricoletes.

Temos um elenco muito bom, podemos, e devemos pensar mais alto que um simples carioca. Temos que torcer, é para que esse elenco chegue pronto para as competições que realmente importam. Ao findar o ano, eu espero muito mais ter acompanhado o título nacional ou sul-americano que esse carioca.

O que eu NÃO espero, é outro ano de vacas magras, sem conquista alguma.

Um abraço, e amanhã estaremos lá, porque título é título. ( independente de ponderador)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Sinistro

Prezados amigos;

Como puderam perceber, ( e o amigo LISO me chamou a atenção no blog do Gago, valeu camarada!) o palavra passou o dia todo com problemas no formulário de comentários.

Após horas tentando resolver o problema e buscando soluções no google, sem sucesso, apelei e mudei um pouco as configurações dos comentários na esperança que resolvesse. Bem, por enquanto deu certo. Então vamos ficar com o formulário de comentários aparecendo abaixo do post por enquanto para não termos problemas na hora de comentar.

Como anda dando trabalho esse blogger…

Então vamos falar do que interessa:

Após se garantir na próxima fase da CB, o Vasco volta todas as atenções para a final da Taça Rio no Domingo.

Ricardo Gomes pela primeira vez adotou sigilo no treinamento da equipe e não vai abrir para a imprensa metade da atividade no intuito de tramar jogadas ensaiadas para surpreender o adversário. Faz ele muito bem.

Eles estão fazendo a parte deles, e cabe a nós fazermos a nossa: Lotar o Engenhão como só nossa torcida faz e mostrar a força do nome “Vasco”.

Eu parto do princípio que o torcedor que se deslocou até São Januário, pagou ingresso e adentra o recinto do clube que apoia têm o direito de vaiar ou bater palmas a hora que bem entender, assim como qualquer espectador de outro espetáculo como cinema e teatro. A vaia faz parte da cultura do brasileiro assim como a ola, o grito de olé e o churrasquinho na porta do estádio.

Mas nesse caso eu faço um pedido a quem estiver presente para que não vaie a, b ou c. Tampouco perca a paciência com o time se o gol não sair nos primeiros 45 minutos. Afinal de contas, temos um elenco completamente novo, de qualidade, motivado e que desde 2003 não esteve tão próximo de uma conquista. Vamos apoiar, e deixar a cobrança para fora da partida.

…/+/…

Agora é oficial que o reizinho voltará à colina histórica: Na tarde de Terça o presidente Roberto Dinamite levou o contrato até Juninho no Qatar para que ao assinar, cumprisse com sua promessa de voltar ao clube onde é ídolo.

No Vasco, Juninho esteve presente em todas as conquistas do final dos anos 90 e início dos anos 2000. Levantou o caneco do Campeonato Brasileiro (1997 e 2000), Campeonato Carioca (1998), Copa Libertadores da América (1998), Torneio Rio São Paulo (1999) e Copa Mercosul (2000).

O anúncio é feito agora, mas o contrato só é válido a partir de Julho e devido a janela de transferência internacionais, só joga de Agosto a Dezembro. Após isso o futuro a Deus pertence, como o próprio Diz:

Volto com contrato até dezembro, cumprindo o que sempre falei. Depois eu decido minha vida. Se sentir que ainda tenho condições, posso renovar com o Vasco por mais tempo ou jogar por outro clube. A promessa era um dia voltar a vestir a camisa do Vasco, e não encerrar a carreira pelo clube. Caso decida parar, existe a possibilidade de assumir um cargo na comissão técnica ou até mesmo na diretoria, mas isso é para decidir só lá na frente - afirmou o jogador, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

Juninho sempre foi o meu favorito, voltar a ver o reizinho numa camisa do Vasco é uma grande felicidade, e mal posso esperar até Agosto para ver ele desfilar seu futebol novamente em São Januário. Deus queira, que após Dezembro ele permaneça no Vasco, fazendo o que quiser, mas fique. Como eu já disse a meses atrás, não sei o quanto ele ainda vai ajudar em campo, mas só a presença dele vai fazer muito bem ao time e ao clube.

Juninho não vai receber nada do Vasco, não existe ação de marketing, nem vai ter direito a futuras rendas de patrocínio. O reizinho volta porque quer, e só vai conhecer grana no Vasco em caso de título ou classificação para libertadores.

…/+/…

Sobre os comentários de Rodrigo Caetano sobre a escolha do índio para apitar a final, acho que estão dando muita atenção por pouca coisa. Não encarei como crítica, e mesmo se fosse ele teria toda a razão, porque o índio é um puta de um filho da puta, ladrão, bandido e ordinário e só não é mais ladrão que a escória de ser humano que é o presidente da comissão de arbitragem do Rio, Jorge Rabello.

Agora esses merdas se acham no direito de ameaçar os clubes, como foi no caso do Botafogo que foi ROUBADO no sul, e ao reclamar ouviu do comitê de arbitragem que os times que reclamassem seriam “observados”. Isso quer dizer o quê? Que os clubes devem ser roubados e calar a boca, porque senão vão entrar numa espécie de lista negra?

Só no Brasil! Isso só acaba quando alguém for preso, ou morto.

…/+/…

Quando emprestaram o Carlos Alberto para o Grêmio, comentei com um amigo que em um time do sul ele não durava seis meses. Para minha surpresa, nem isso:

Diretoria do Grêmio dispensa meia-atacante Carlos Alberto

A dispensa repercutiu até em Portugal, na página do jornal A bola.

Rodrigo Caetano prontamente respondeu que para o Vasco, ele não volta, apesar de Edmundo ter aderido a campanha pelo twitter. Mas isso não representa a voz da maioria, como podemos ver na enquete da Netvasco :

Sem título

Para mim, jogador que não aceita cobrança e xinga o presidente não é profissional, e não merece vestir a cruz de malta. Eu sempre fui um admirador do seu futebol, mas antes disso precisa vir a integridade e a postura de homem e atleta. Deus deu uma habilidade incrível para esse rapaz, que teima em desperdiça-la. Quando Mourinho esteve no Brasil em 2009, dizia não entender porque Carlos Alberto não tinha se tornado em um grande jogador. Bom, talvez se ele vivesse no Brasil entenderia. Ficaria sabendo que um cara com o histórico de problemas dele recebe mais uma oportunidade de defender um grande clube como o Grêmio e inventa de tomar banho de piscina as seis da manhã  no hotel que a equipe estava concentrada, arrumando briga com Deus e o mundo.

Não adianta pensar “Se ele quisesse voltar ao Vasco”. “Se ele mudar” Ele não quer. Se quisesse nunca tinha arrumado confusão para sair e jogar com o cupicha renight gayuchu no Grêmio, e o Vasco não quer ver ele nem pintado.

Nem vai mudar. Com 26 anos, o destino dele vai ser o mesmo de outros grandes jogadores do passado que acabaram em times pequenos. Eu não acredito mais em Carlos Alberto, e acho que ninguém acredita.Xô capeta!

Sem título

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Novas caras

( post do jogo logo abaixo)

Salve Salve meus amigos!

Como prometido, o blog está de cara nova.Pode não parecer nada de mais, porém é fruto de muitas horas de esforço e dedicação minha, e de meu grande amigo Ary Saldanha que foi essencial para a empreitada. Obrigado velho amigo!

Quando percebi que não havia caminho a seguir senão fazer um layout novo, pensei comigo mesmo sobre o que gostaríamos de ter no “novo”blog. Para mim, o importante é um visual limpo que não agrida a vista, e de fácil compreensão, que valorize o principal que é o texto.

Também queria que ele mantivesse o espírito e a identidade do “Palavra” mas que recebesse um novo corpo, mais moderno, para durar anos como durou o antigo, que viu muita coisa ruim ser escrita, infelizmente. Assim o “Palavra” renasce mais valente do que nunca, como o Vasco.

Espero que vocês apreciem a “pintura” da nossa nova casa. Está tudo aqui. Talvez eu tenha mudado os “móveis” de lugar um pouco, mas depois da segunda ou terceira vez que entrarem já terão se acostumado.

Não deixem de votar na enquete a direita para que eu saiba o que vocês pensam!

Para não apressar muito as postagens, amanhã falamos de Juninho, Público e vaias.

Vasco 0 x 0 Náutico, 2ª mão das oitavas de final da Copa do Brasil

Não foi o resultado que eu queria; Eu torcia por uma vitória do Vasco para incentivar ainda mais a torcida a comparecer em massa contra o Flamengo no Domingo.

Mas, olhando para a quantidade de cartões amarelos ( e inexplicavelmente nenhum vermelho) aplicados ao time pernambucano, eu estou feliz pelo fato de não termos tido nenhum problema físico, embora tenha suado frio ao ver o pescoço do Prass fazendo um movimento nada agradável ao cair sentado.

Assim, foi um zero a zero morno, na medida. O primeiro tempo mostrou um time do Náutico motivado a mostrar serviço, e que  realmente deu trabalho ao setor defensivo. Pelo Vasco, Bernardo era o mais perigoso, mas perdeu duas chances de marcar por um “excesso de capricho” na hora de finalizar. Éder Luís também teve boa chance, mas ao limpar o primeiro zagueiro da jogada deixou o goleiro adversário se aproximar muito da bola o que acarretou na defesa. Elton se esforçava muito, mas não encontrava a bola dentro da área porque novamente, os laterais deixavam de cruzar.

Eduardo Costa mostrava muita falta de ritmo, errando passes e perdendo divididas, mas melhor que Jumar que cada vez que tinha a bola nos pés me dava medo. Felipe fez uma ou duas jogadas perigosas, foi um dos melhores, mas nitidamente estava se poupando para o próximo jogo, e com toda razão.De resto, atuações dentro do previsto.

Repito: Gostaria muito da vitória, ela QUASE veio, mas foi um resultado dentro do esperado, e o importante é que deu tudo certo.

 

O JOGO

No jogo de ida, o Vasco conquistou uma vantagem muito expressiva após derrotar o Náutico por 3 a 0. Como o time podia perder por até dois gols de diferença, Ricardo Gomes resolveu escalar uma equipe mista. Apesar de ter mantido a estrutura tática, as novidades - Jumar e Eduardo Costa na proteção à zaga, Bernardo no meio e Elton no ataque - acabaram afetando o entrosamento. Além disso, o time nitidamente não entrou com o pé no acelerador para evitar possíveis lesões que atrapalhem a presença na decisão da Taça Rio, contra o Flamengo, no domingo.

O grande homenageado da noite, Felipe, que completava 300 jogos pelo clube carioca, chegou a tirar o pé de algumas divididas. Uma postura cautelosa providencial diante de um adversário, que também atuava sem vários titulares e era orientado pelo auxiliar Zé do Carmo (o treinador Roberto Fernandes ficou em Recife). E o Timbu estava afobado e chegou a abusar da violência em alguns lances. Bernardo, Ramon, Jumar e Eder Luis foram alguns dos que sofreram com a violência do time pernambucano. A equipe levou sete cartões amarelos. O Timbu só levou perigo em apenas um lance na primeira etapa. Em que a bola chegou a balançar a rede. Aos 43, Peter chutou de fora da área. Deyvid Sacconi desviou para a o gol, mas a jogada foi invalidada. O meia estava adiantado.

Na base do esforço, o Vasco tentava chegar ao gol. E teve três oportunidades claras para abrir o placar. A primeira foi com Eder Luis, mas o goleiro Douglas fez grande defesa. Depois, foi a vez de Bernardo desperdiçar duas chances. A primeira surgiu de uma tabela com o próprio Eder Luis. O camisa 31 recebeu na frente e poderia ter devolvido, mas resolver arriscar o chute e errou. O apoiador ainda recebeu de Elton sozinho na área. Em lance parecido com o jogo de ida no Recife, Bernardo driblou dois jogadores e chutou forte, carimbando o travessão.

O Vasco voltou ainda mais relaxado no segundo tempo. Já o Náutico resolveu tentar jogar e deixar de bater. O resultado dessa mudança foi uma bola na rede logo aos seis minutos, quando Silas desviou um chute de Elicarlos. A arbitragem anulou marcando impedimento que não existiu. O lance assustou o Vasco, que, com apoio da torcida, passou a equilibrar as ações. Mas isso continuou não significando chances claras para o time.

O técnico Ricardo Gomes resolveu, então, começar a poupar outros jogadores e dar oportunidades a outros. Após ficar um mês afastado devido a uma lesão no joelho direito, Fagner entrou no lugar de Allan. O objetivo foi dar ritmo de jogo ao lateral-direito de ofício, que vai ter de lutar para recuperar seu espaço. Felipe também deixou o campo para a entrada de Enrico. As mudanças deram mais velocidade, mas, novamente, o desinteresse pareceu predominar e as chances não apareciam.

Com a classificação vascaína decidida, as duas equipes seguiram com grande dificuldade de criar oportunidades de gol. E não havia outro resultado além do 0 a 0.

PS: Memo com baixo público, foi acima da média do ano do Cruzeiro por exemplo.

FICHA TÉCNICA

VASCO 0 x 0 NÁUTICO

Vasco
Fernando Prass; Allan (Fagner), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Jumar, Eduardo Costa, Felipe (Enrico) e Bernardo; Eder Luís (Caíque) e Elton.
Técnico: Ricardo Gomes

Náutico
Douglas; Nietsche, Wescley e Jorge Felipe; Peter, Rodolfo Potiguar, Elicarlos, Deyvid Sacconi (Marcus Vinícius) e Jeff Silva; Philip (Daniel Silva) e Fábio Reis (Silas).
Técnico: Zé do Carmo (auxiliar)

Data: 27/04/2011 (quarta-feira)
Local: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Devarly Lira do Rosário (ES)
Auxiliares: José Maciel Linhares (ES) e Vanderson Antônio Zanotti (ES)
Público: 3.793 (pagantes) e 5.557 (presentes)
Renda: R$ 64.240,00
Cartões amarelos: Ramon e Jumar (Vasco). Peter, Deyvid Sacconi, Fábio Reis, Rodolfo Potiguar, Jeff Silva, Jorge Felipe e Elicarlos (Náutico).

Sem título

Saudações…/+/…

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Esqueçam a mulambada!

Só se fala na decisão da Taça Rio entre o Vasco e o outro time.

Esqueçam isso!

Este jogo é só no fim de semana, antes disso o Vasco vai encarar o Náutico pelo jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil, ESSE é o foco. A atenção é jogo a jogo.

Eu já vi o Vasco perder a classificação na Copa do Brasil, único título que falta ao clube, para times sem nenhuma expressão como Baraúnas, Gama e XV de Novembro.

E justamente pela falta de foco, por achar que “está ganho”.

Nada está ganho! não interessa que o Náutico “desistiu” do confronto e trará o time reserva para jogar. Problema deles.A melhor maneira de mostrarmos que esse ano vai ser diferente, é entrando concentrados nesse jogo e metermos o pau no Náutico outra vez.

De preferência, com o maior número de titulares possível.Estamos muito próximos da reta final da Copa do Brasil. Para se ter uma ideia, o próximo adversário se tudo der certo é o patético paranaense, que perdeu em casa para o Coritiba, que é um time que não têm um jogador interessante no elenco, apesar de todo mundo falar “ah o Coritiba, 22 vitórias…”conversa fiada.

Antigamente, tínhamos algumas “pessoas” no Vasco que gostavam de cantar vitória antes da hora, e só incentivavam ainda mais o adversário. Hoje graças a Deus, as pessoas que administram o Vasco têm a cabeça no lugar e não põem a carroça na frente dos bois.

Então vamos lotar o caldeirão novamente! Não faltam motivos: Uma classificação muito bem encaminhada, os ingressos estarão a preços promocionais novamente, é o jogo de número 300 do maestro Felipe com a camisa cruzmaltina, e por fim, vai marcar o reencontro da torcida do Vasco com o show de fogos de artifício que por tanto tempo iniciou as partidas do clube.

Quer mais um motivo? Vencendo o Náutico, daremos continuidade com essa boa sequência de vitórias do time, e daremos ainda mais confiança para a torcida comparecer em peso contra os mulambos.

Eu, estarei lá. E até selarmos a classificação, não toco no nome do outro time.

Jogo rápido:

  • No Só dá Vasco de hoje, o VP Frederico Lopes afirmou que através de mais uma parceria, o Vasco vai modernizar ainda mais o complexo de São Januário, com a aquisição patrocinada pela Ambev de um novo placar eletrônico de última geração, que deverá star pronto em 90 dias.Tá aí porque eu só bebo Antártica.
  • Esse papo de Emerson é a maior furada, além de ser mais uma mentira inventada pela Flapress.

Aproveito para fazer um anúncio importante:

Estou trabalhando no template novo para o “Palavra”, que ainda esta semana, se tudo der certo, receberá novos banner e layout com o intuito de proporcionar mais conforto ao leitor e reforçar a identidade do blog.

 

domingo, 24 de abril de 2011

Está escrito

Acabamos de conhecer o adversário da final:

o urubu venceu as tricoletes nos pênaltis e será o inimigo outra vez.

É como se estivesse escrito nas estrelas, após seis campeonatos voltamos às finais e enfrentaremos o império do mal, não poderia haver uma oportunidade melhor para lavar a alma!

Sobre o jogo; Não foi nada de mais, um time depende de dois jogadores, e o outro têm um atacante na reserva melhor que o titular. Não que eu estivesse torcendo, mas eu queria que o urubu ganhasse, por que vencer o Fluminense nada mais é que obrigação, já o Flamengo é a peça que faltava para o nosso enredo.

Agora que os dois se pegaram e cansaram bastante, a coisa só melhora para o Vasco, porque o urubu ainda vai pegar o Horizonte no meio da semana pela CB, onde empataram o jogo de ida e precisam da vitória, enquanto o Vasco vai com o time reserva pra cima do Nautico, e ainda perderam aquele lateral fresco com cabelo de retardado, que saiu dodói de campo.

  • PS1: Público de Vasco x Olaria ontem: 28.675 presentes
    • Público de Flamengo x Fluminense hoje: 23.915 presentes
  • PS2 : Algum dos blogueiros sabe como fazer um template novo para o palavra?

Estou aceitando sugestões, doações e etc, porque o antigo foi pra vala e não temos o xml original dele…

sábado, 23 de abril de 2011

Vasco 1 x 0 Olaria, Semi-finais da Taça Rio

Finais!

Após seis anos sem chegar às finais do carioca o Vasco vai conhecer amanhã seu adversário, porque hoje, não deu para o Olaria, surpresa desse campeonato.

É certo o que Felipe disse após a partida: “Está todo mundo de parabéns, mas deixamos a desejar”. Certo porque o Vasco apresentou um futebol irregular; Mandava na partida por dez minutos, e deixava o Olaria jogar outros dez.

É bem verdade que o time de azul só assustava em chutes de longe, mas também o Vasco não conseguia criar chances claras de gol, pois novamente o adversário se fechou na entrada da área, ficou impossível para Felipe atravessar aquelas bolas que deixava os atacantes na cara do gol. O olaria dava as laterais, mas Allan nada produzia -improvisado ou não, e Ramon idem. Se cruzava muito na área, mas sem endereço.

Diego Souza não jogou nada e não entendi porque não foi ele substituído para a entrada do iluminado Bernardo. Em compensação Fellipe Bastos para mim agarrou a vaga, não só pelo lindo passe no gol do Chico bento, mas pela disposição no desarme e consistência defendendo. Hoje ele não se perdeu atacando e largou o soneca sozinho, o que expôs menos a zaga.

E por falar em zaga, Dedé estava irreconhecível no primeiro tempo! Cruzou três ou quatro bolas na zaga que por pouco não botaram o Olaria na cara de Fernando Prass. Anderson Martins, quem diria, jogou por ele e Dedé.

É isso gente, espero não ter feito feio na postagem, abraços!

-André Brasil

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Beleza minha gente, deu pro gasto!

Não foi um futebol de primeira mas eliminamos o valente time do Olarialarialaria e metemos uma mão na taça.

Como meu amigo disse, um jogo de altos e baixos: O Vasco de uma maneira geral foi bem melhor, mas sempre perdia o controle após a parada técnica, fruto de uma boa observação de Cleimar Rocha.

Não existisse essa palhaçada retirada do vôlei, o Vasco ganhava de três ou quatro. E paradoxalmente as partidas anteriores, onde se criou dez chances de gol para marcar um, hoje vimos UMA chance clara, justamente no gol do Éder Luís, que gosta de fazer os gols difíceis e perder os fáceis. Que bolão do Fellipe Bastos! Eu manteria ele no time para a final…

Novamente o calcanhar de Aquiles do Vasco foi a avenida deixada por Allan. Mas eu não vou ficar criticando ele não porque de repente o telefone aqui de casa toca e é o Felipe achando ruim comigo.

O engraçado, é que no Vasco o lateral ruim ataca muito, e o lateral bom ataca pouco!

Anderson Martins cresceu muito dentro do time desde sua chegada. Ao meu ver, essas duas partidas contra o Olaria foram as suas melhores com a camisa do Vasco. Já o Mito, inexplicavelmente jogou nervoso, e errou muito, felizmente não levando perigo à meta de Fernando que quando exigido mostrou a segurança que vinha faltando.

Na meiuca Fellipe jogou bem dentro das suas características. Não podemos esperar que ele defenda como um cabeça de área porque ele não é, mas hoje não ocupou a faixa de campo dos meias e largou o Rômulo sozinho, o que já foi um avanço grande. Felipe mostrava habilidade mas não achava os espaços que vinha achando, então ficou parecendo que nada fez, o que não é verdade. Quem não fez nada foi Diego Souza!

Quem criava mesmo era Éder Luís, que pelas pontas infernizava o Olaria. Marcou o gol em bela jogada, e surpreendentemente foi sacado para a entrada de Bernardo em um momento da partida onde Diego Souza nada fazia. O “iluminado” com disse o André, fez o que acostumou fazer no Vasco: Entrou para sacudir o jogo. E sacudiu: arrumou um pênalti que ele mesmo bateu, e perdeu. Ao meu ver nada demais, só perde quem bate, e pela quantidade de penalidades que o Vasco vem arrumando até demorou para se perder o primeiro.

Alecsandro correu correu correu, e… correu, nada mais. Aliás, desde que chegou ele bateu bem dois pênaltis e só. Fez um gol dado de presente pelo Bernardo contra o Bangu, e outro contra o Nautico que quase perde na cara do goleiro, chegando inclusive a chutar nele.

Um banquinho pro Elton tá passando da hora, mas não vai acontecer. Primeiro porque alguém no Vasco não gosta do Elton e segundo porque eu duvido que RG vai mudar o time justamente na final. Aliás, se mudasse a crítica seria outra: Falta de critério.

Só faltam dois jogos gente…

O JOGO

O Olaria surpreendeu o Vasco nos movimentos iniciais da partida, com uma postura mais ofensiva e preenchendo o campo de ataque com boa parte de seus jogadores quando tinha a posse de bola. Essa pressão rendeu ao time uma oportunidade em chute de Felipe de fora da área, mas Fernando Prass segurou firme.

O Vasco demorou um pouco para acertar o posicionamento, mas a partir dos 13 minutos passou a controlar o jogo no meio de campo, principalmente com Felipe. Entretanto, entrar na zaga adversária era difícil. O Olaria mostrou mais uma vez por que teve a melhor defesa na fase de classificação da Taça Rio e não permitiu muitas oportunidades ao adversário.

Na que teve aos 18 minutos, o Vasco balançou a rede. Em vão. Ramon chutou da meia esquerda e encontrou Diego Souza no meio do caminho. O meia ficou com a bola e mandou para o gol, mas estava em posição de impedimento.

Sem conseguir criar oportunidades, o Vasco irritou a sua torcida. Ela, por sua vez, escolheu o meia Allan, mais uma vez improvisado na lateral direita, para vaiar. Em uma dessas ocasiões, Felipe não gostou da manifestação da arquibancada e levantou as mãos pedindo aplausos para o seu companheiro.

As vaias desestabilizaram o time vascaíno por alguns minutos, e o Olaria voltou a gostar do jogo como no início. Com o time para frente de novo, o atacante Felipe aproveitou uma das investidas e, da intermediária, carimbou o travessão de Fernando Prass, aos 35 minutos.

Quando parecia que a situação ficaria mais favorável para o Olaria, o Vasco abriu o placar. Com 37 de jogo, o zagueiro Thiago Eleutério errou um passe na saída de bola e jogou nos pés de Fellipe Bastos. O volante foi esperto e rapidamente fez lançamento na medida para Éder Luís, que invadiu a área, driblou o goleiro Henrique e tocou para o gol vazio.

Nos acréscimos, o Olaria reclamou de dois pênaltis no mesmo lance. Primeiro em um chute de Waldir que bateu no braço de Dedé. O zagueiro, no entanto, estava muito próximo ao lance, e o árbitro Pathrice Maia mandou seguir. O alvianil pegou o rebote, Renan Silva entrou na área e se jogou. Acabou foi recebendo cartão amarelo por simulação.

A etapa final começou em condições inversas à primeira. Foi o Vasco que pressionou desde o início e fez o que não conseguiu nos primeiros 45 minutos: lances pela linha de fundo. Em três jogadas de cruzamento em menos de oito minutos, obrigou o goleiro Henrique a fazer duas defesas em finalizações de Alecsandro e ainda teve uma cabeçada de Dedé por cima do gol.

Mas assim como o Olaria no primeiro tempo, o Trem Bala da Colina pisou um pouco no freio, e o adversário aproveitou para crescer. Felipe e Renan Silva arriscaram chutes de fora da área e deram trabalho a Fernando Prass.

Nesse momento, a torcida do Vasco já gritava por Bernardo. Ricardo Gomes atendeu. Só que tirou o autor do gol, Éder Luís, aos 24, e as vaias e gritos de "burro" se voltaram para o treinador. Na sequência da substituição, Felipe bateu falta pelo Olaria, no lado esquerdo, Alecsandro desviou, a bola foi na direção do gol, e Fernando Prass defendeu no susto.

Para piorar a situação vascaína, o próprio Bernardo sofreu pênalti de Henrique e foi para a cobrança. O chute forte, no entanto, carimbou o travessão. A torcida, dessa vez, apoiou o time.

O técnico Cleimar Rocha ainda tentou mudar o panorama da partida usando as três substituições que tinha direito, mas não deu resultado. O Vasco se segurou bem na defesa e garantiu a vaga na decisão da Taça Rio.

Vasco 1 x 0 Olaria

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 0 OLARIA

Local: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Patrice Maia (RJ)
Público/renda: 22.867 pagantes / 28.675 presentes / R$ 647.600,00

Cartões amarelos: Fellipe Bastos, Felipe (VAS); Amarildo, Thiago Eleutério (OLA)

Gol: Eder Luis, 37'/1ºT (1-0)

VASCO: Fernando Prass, Allan (Eduardo Costa - 36'/2ºT), Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza; Eder Luis (Bernardo - 24'/2ºT) e Alecsandro (Elton - 40'/2ºT). Técnico: Ricardo Gomes.

OLARIA: Henrique, Ivan, Thiago Eleutério, Rafael e Amarildo; David (Renatinho - 31'/2ºT), Danilo (Nicolas - 42'/2ºT), Victor e Renan Silva (Renato Valpaços - 31'/2ºT); Felipe e Waldir. Técnico: Cleimar Rocha

Sem título

quinta-feira, 21 de abril de 2011

100.000,00

Nesta madrugada, o “Palavra do Almirante” registrou sua visita de número 100.000,00.

Leve-se em conta de que o contador só foi iniciado em 12 de Março de 2008, e o blog entrou no ar em 31 de Julho de 2007.

Começou devagar, com um apaixonado Chamado Vinícius Mello, o nosso Almirante, registrando poucas visitas e virtualmente nenhum comentário. Mas pouco a pouco foi conquistando seu espaço no coração dos seus visitantes, e hoje, registramos uma média de 159 pageviews por dia, 57 visitas, e ( essa fiz de cabeça) algo em torno de 12 comentários por post.

Números muito pequenos se comparados com grandes blogs da net, mas muito bons dentro do âmbito de blogs direcionados a equipes de futebol e principalmente sem nenhum apoio do clube ou qualquer outra entidade ou torcida organizada. Contamos apenas com vocês, vascaínos e meus colegas, para fazer a propaganda do blog, e sua “exclusividade” é um de seus charmes.

Não estamos aqui para ganhar dinheiro, por isso o blog não possui qualquer anúncio. Estamos aqui para falar do Vasco, para conversar, trocar ideias, nos informar e até mesmo desabafar.

Eu, Gabriel, não sei dizer ao certo quando conheci o “Palavra”. Provavelmente em algum ponto de 2008, comentando, e finalmente encontrando um espaço aonde vascaínos falavam de Vasco, respeitando a opinião dos outros. De lá para cá, o blog já conheceu três escritores, sendo este que vos fala a bola da vez, vários formatos de acordo com a maneira de escrever de cada um, mas desde quase sempre a mesma cara, o mesmo layout o qual não pretendemos mudar.

Para comemorar, você receberá o presente: Eu convido os amigos do blog a escrever o próximo post, sobre a vitória contra o Olaria na semi-final de sábado dia 23 no engenhão. ( Isso que é otimismo)

Quem se interessar deve mandar uma resposta nesse tópico, se houver mais do que uma “inscrição” o oráculo vai apontar o sortudo. E se não houver eu farei o post do mesmo jeito =)

Se tudo der certo, eu pretendo abrir um espaço para que vocês tenham uma espécie de “coluna” de maneira fixa no blog devidamente creditada ao escritor, estou aberto a ideias, eu quero que cada vez mais, o “Palavra” seja a SUA casa.

 

Um fraterno abraço do vosso amigo Gabriel …/+/…

 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Piratas

Não gosto de política.

Apesar de compreender a importância do voto e não o desperdiçar nas eleições, quando se mistura um assunto que amo, futebol, com política, estraga tudo.

Principalmente no Vasco, que é uma ilha do tesouro cercada de piratas para todos os lados.

Mas hoje vou falar rapidamente da política vascaína para provavelmente nunca mais falar:

Temos eleições em Junho, com até o momento cinco candidatos:

Dinamite, José Henrique Coelho, Nelson Medrado Dias, Leonardo Gonçalves e Pedro Valente.

E apesar de politica no Vasco sempre ter sido muito da nojenta, este ano é especial.

É de muito se estranhar a quantidade de candidatos à vaga. Quando Euvirus estava no poder, era ele e oposição. E só.

Ninguém tinha a coragem, ou a força política para se opor ao sapo gordo, mas bastou ele ser desposto do clube para, na primeira eleição, surgir logo quatro candidatos, isso porque Fernando Horta desistiu do pleito.

Este, é um título que o Dinamite vai carregar para sempre e ninguém pode tirar: Ele sacou o Eurico do Vasco.

É bem verdade que, de lá para cá, ele tomou uma quantidade de decisões erradas proporcional a certas. Foi parar na série B com um time fraquíssimo montado pelo finado, e voltou.

Em 2010 não foi mal no carioca, e disputou um campeonato brasileiro que começou desastroso, mas logo se recuperou e terminou em uma posição sem perigo, com direito a participar da Sul Americana 2011. Para um time que voltou da série B, foi de bom tamanho.

O ano de 2011 também começou muito mal, o pior início de ano da história do clube, mas a diretoria se mexeu e trouxe uma série de reforços de alto nível que tornaram o time altamente competitivo.

O futuro a Deus pertence, mas não vejo como as coisas piorarem para essa diretoria.

Acho que todos aqui sabem que eu acho o Dinamite fraco como presidente, porque ele errou MUITO, e disse aqui algumas vezes que ele estava facilitando o trabalho da oposição.

Mas o fato, é que na gestão Dinamite o Vasco assegurou o Rúgby em 2016, com o acerto com a Vedacit hoje já são 16 parcerias, são três patrocínios fixos nas camisas e mais alguns pontuais, um bom contrato de material esportivo com uma empresa que não deixa faltar nada e ainda acena bancar o salário de Juninho caso venha, reforma na sede do calabouço, destruída pelo Eurico, reforma da arquibancada do estádio, do vestiário, sala de imprensa, e um acerto já acordado para as reformas das quadras de futsal e do complexo aquático, e mais a construção de um CT para as categorias de base em Maricá, que deve iniciar ainda este ano.

Isso é FATO.

Especula-se ainda que o clube está muito próximo de anunciar um local para construção para um CT para o elenco profissional, e a volta de um dos maiores ídolos do clube, Juninho Pernambucano.

Os resultados de Dinamite ( presidente) em campo, até agora foram ruins, é verdade. Mas e do Eurico? Pelo menos hoje, o Vasco têm um time para brigar por títulos, coisa que nunca tivemos na administração passada.

E se pararmos para pensar, quem desses candidatos é melhor opção que Roberto Dinamite? Temos um camarada que brigou, brigou, brigou para entrar no Vasco e quando conseguiu, pediu para sair. Outro que foi vice-presidente médico, como se isto o qualificasse para um cargo de mandatário, um advogado ( ou seja, ladrão), e o Leonardo Gonçalves … da chapa que ALEGA tratar a atual gestão com respeito, mas coloca anúncios ofensivos nos outdoors em frente ao clube. O que não é ilegal, mas no mínimo é falta de ética. ( Aliás hoje o Pedro Valente, candidato mais chato da história reclamou disso. E eu faria a mesma coisa)

Não é de se estranhar que nenhum deles ataca outro, apenas Dinamite? Ou seja, todos ALEGAM que “não têm rabo preso com ninguém” mas no fundo, têm sim.

A coisa chega a um ponto, de ter gente não declarando apoio explícito, mas apoiando implicitamente.

Ou seja, amigo vascaíno… analise bem o seu voto. Não sou cabo eleitoral de Dinamite nem de ninguém, mas se colocamos o Roberto lá sem saber nada, porque hoje, quando ele acumula boas ações para o clube vamos tirar para colocar algum desses piratas?

Peço perdão antecipadamente se cometi algum erro neste texto, porque como já disse procuro me ater ao futebol e não a política.

Saudações VASCAÍNAS…/+/…

domingo, 17 de abril de 2011

Vasco 2 x 2 Olaria, 8ª rodada da Taça Rio

Não é a toa que o Olaria desbancou o Botafogo e chego nas semis da Taça Rio: Um time que se não é empolgante, sabe se defender e aproveitar as chances de gol.

Chutou a gol hoje quatro vezes: Uma de longe defendida por Prass, uma que Anderson Martins tirou em cima da linha, e os dois gols.Ao contrário do Vasco, que precisa chegar na cara do gol várias vezes para marcar.

Quando vi a escalação com Leandro e Éder na frente, já sabia que seria esse sufoco, pois se o Vasco com Alecsandro já perde gols, imagine com dois atacantes que não sabem finalizar! Esta partida tinha “Elton” escrita na testa em letras garrafais de neon, piscando, e atirando lasers, mas o monsieur Ricardo Gomes demorou até quase metade da segunda etapa para perceber.

Tanto é verdade, que em um quarto de jogo, Elton levou mais perigo ao gol adversário que os outros jogadores de frente na partida toda. Além disso, escancarou a defesa alvianil que precisava ter dois jogadores marcando-o.

Para uma zaga que joga fechada, praticamente na retranca o tempo todo, a receita foi fácil: defender o gol. só isso, o Olaria não precisou de nenhuma marcação especial ou cobertura para fazer uma blitz que parou o Vasco, foi só fechar a área.

Para variar, o gol não veio no lado direito defendido por Allan, mas adivinhem quem marcava o atacante de azul no segundo gol? o próprio. Hoje, o caminho do gol ( os dois!)  vascaíno foi pela esquerda, de Márcio Careca, lateral que nem reserva do Vasco deveria ser.

De início, o Vasco tomou as rédeas do jogo como era esperado, e encontrou as dificuldades para atacar que mencionei acima, mais a partida apagada do maestro Felipe. O Olaria rezava para achar um golzinho, que veio pelos pés de Waldir em uma jogada aparentemente sem muito perigo, mas que o chute resvalou em Rômulo e contou com uma atuação BIZARRA do goleiro vascaíno.

Aliás, vamos fazer uma observação aqui: Todos sabem minha admiração pelo Prass, mas nesse carioca seu nível está sendo bem abaixo do que nos acostumamos. Até aí é normal, mas hoje Fernando Prass… só podia estar jogando sob o efeito de drogas! Além de ter caído como um saco de batatas e mal esticado o braço no primeiro gol adversário, deixou a bola passar num espaço mínimo que era o único que o atacante podia chutar no segundo, e em mais duas oportunidades saiu inexplicavelmente do gol para fazer merda na grande área e foi driblado em ambas.Uma delas só não resultou em gol porque o Anderson foi preciso no corte em cima da linha de cal.

Mas voltando ao jogo em si; Na verdade o Vasco só foi acordar e jogar um futebol parecido com o que vimos na Quarta após estar perdendo de 2. A entrada de Bernardo, mesmo não fazendo uma excepcional partida foi determinante para a melhora, bem como a de Elton, por razões já explicadas. Aí sim o time que já mostrava melhoras depois de sofrer o segundo gol teve uma posse de bola efetiva no campo adversário e levava perigo.

O primeiro gol veio através de pênalti cavado ( já vou falar mais sobre isso!) por Diego Souza após passe de Éder Luís em grande jogada. Bernardo converteu com precisão.

O segundo, já no apagar das luzes na cabeçada do Rômulo, que vem me surpreendendo, e contando com a falha do doleiro Henrique que até então vinha salvando o time da baixada. Aliás, parece que o Vasco só pega goleiros em grande fase!

Agora falemos da arbitragem: Muito fraca. Felipe Gomes inverteu e ignorou um caminhão de faltas a favor do Olaria, como por exemplo o toque de mão do zagueiro Rafael após jogada sensacional de Éder luís que deixava metade do time adversário no chão e sairia na cara do goleiro. Uma jogada para cartão vermelho que passou batida.

No primeiro tempo, após uma jogada que Allan deu o corpo para o adversário o derrubar e o juiz marcou falta do primeiro, houve um lance em que o jogador do Olaria veio em velocidade, pulou por cima da bola e deu um tronco em Éder Luís a um metro da grande área, e não foi marcado nada.

Embora tenham ocorridas várias outras discrepâncias em sua arbitragem, essas foram as piores. Então marcar aquele pênalti não foi nada fora do padrão deste árbitro: Diego Souza foi o malandro de sempre, e funcionou. Já cansei de ver pênaltis sendo anotados por muito menos que isso, como por exemplo o que o juiz de Flamengo x Macaé apontou para o time da globo hoje. ( Aliás, Ronaldinho desperdiçou a cobrança)

No final das contas, a atuação foi fraca mas deu certo, pois com o empate do urubu e a vitória da unimed, o foguinho ( que se fudeu bonito e ainda por cima saiu no escuro do Estádio Vasco da Gama) deu bye para o carioca, e o Vasco sem querer “empurrou” o tricolor pra cima dos mulambos na semi-final, ficando com o próprio Olaria de adversário.

Condição que aí sim, não tenho dúvidas que ganhará com facilidade.

Saudações…/+/…

O JOGO

Leandro foi mesmo o escolhido do técnico Ricardo Gomes para substituir Alecsandro, pendurado com dois cartões amarelos. O Vasco perdeu a referência na área, mas ganhou em movimentação. Logo nos primeiros minutos a velocidade o toque de bola deram a impressão de que foi a melhor opção. Diego Souza estava mais encostado no ataque e teve boas oportunidades. A primeira surgiu justamente nesta alternância com Leandro. A outra, perto do fim do primeiro tempo, parou nas mãos do goleiro Henrique após chute fraco.

Mas o encanto não durou muito. Assim como no ano passado, quando nenhum camisa 9 típico se firmou na equipe, os velhos problemas apareceram. Apesar da intensa troca de posições na frente, o time fica mais fácil de ser marcado, já que os zagueiros conseguem sair da área e adiantar a pressão. Quando tentava jogadas pelas pontas, não havia ninguém na área para finalizar. O time buscou então alternativas. Uma das surpresas foi o zagueiro Anderson Martins. Foram três investidas no ataque sendo que duas foram muito perigosas.

Mas o Vasco não conseguiu abrir o placar. E do outro lado tinha um Olaria organizado e jogando com disposição incrível buscando a sonhada classificação para as semifinais. Certo na defesa e procurando explorar os contra-ataques, o time representava perigo constante. Até que Waldir recebeu dentro da área e, com um drible de corpo, tirou Anderson Martins da jogada e bateu colocado no canto direito do goleiro Fernando Prass.

No segundo tempo o panorama pouco mudou. A grande diferença foi mesmo o time do Olaria. Os jogadores voltaram dispostos a matar o jogo e garantir a vaga nas semifinais. A cautela em relação ao poderio ofensivo do Vasco diminuiu e o time se lançou ao ataque. O resultado foi o segundo gol logo no início em jogada de Danilo pela direita e conclusão de Felipe, novamente sem chances de defesa para Fernando Prass.

Ciente de que seu time estava criando muito pouco, Ricardo Gomes sacou Leandro e colocou Bernardo em seu lugar. A fase do jovem de 20 anos é tão boa que os animados torcedores presentes no Moacyrzão pediam sua entrada desde o primeiro tempo e vibravam a cada toque que o camisa 31 dava na bola.

Coincidência ou não, o Vasco cresceu após a sua entrada. Sem ter de realizar qualquer tipo de troca, Diego Souza se posicionou bem avançado procurando ser a referência que tanto fez falta ao time na etapa inicial. E logo no primeiro lance, o camisa 10 recebeu de Eder Luis em jogada de velocidade e se jogou. O árbitro marcou pênalti convertido pelo xodó Bernardo. O gol esfriou a empolgação do Olaria e deu mais moral ao Vasco.

Para tentar corrigir o posicionamento, Ricardo Gomes lançou Elton no lugar de Felipe, que esteve sumido. A referência logo fez diferença e em duas oportunidades ele quase marcou, sendo uma delas após bicicleta perfeita. Lances como esse intimidaram o Olaria que passou a querer segurar o resultado. Chance concreta apenas uma, milagrosamente salva por Anderson Martins. Já o Vasco se impôs e, no fim, após tanta insistência, Romulo conseguiu, de cabeça, empatar o jogo premiando a disposição do segundo tempo vascaíno.

FICHA TÉCNICA

OLARIA 2 X 2 VASCO

Local: Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé (RJ)
Data: 17 de abril de 2011, domingo
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)
Assistentes: Rodrigo Correa e Wendel Gouvea (ambos de RJ)
Cartões amarelos: Danilo, Renatinho e Henrique (Olaria); Felipe e Felippe Bastos (Vasco)
GOLS:
OLARIA: Valdir, aos 17 minutos do primeiro tempo; Felipe, aos quatro minutos do segundo tempo
VASCO: Bernardo, aos 19 minutos do segundo tempo; Rômulo, aos 46 minutos do segundo tempo
OLARIA: Henrique; Ivan, Thiago Eleotério, Rafael e Amarildo; David, Renan (Renatinho), Danilo (César) e Victor; Felipe e Valdir (Boniek). Técnico: Cleimar Rocha
VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe (Élton) e Diego Souza; Eder Luis (Enrico) e Leandro (Bernardo). Técnico: Ricardo Gomes

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