domingo, 31 de outubro de 2010

A velha “solução”

 Correu o boato de que PC estaria com o emprego em risco neste Domingo de eleição.

Felipe, questionado sobre a possibilidade, respondeu que seria uma “ingratidão”.

Se é não sei, só sei que isso não resolveria nada.

Eu não sou um crítico ferrenho de PC, tampouco seu defensor. Acredito que seja um treinador “de razoável a bom.” de zero a dez, um 6.

Ele tem seus méritos; acertou a peneira que era a zaga vascaína, deu cara de time ao Vasco, e algumas vezes consegue fazer com que os jogadores entrem em campo com a disposição que ele cobra, outras não, e ontem foi uma dessas.

Taticamente falando, PC ainda deve muito, nunca vimos o Vasco amarrando ninguém na sua tática,e quando o treinador adversário dá um nó no Vasco, ele nunca sabe desatar esse nó, haja em vista aquele jogo contra o Avaí em São Januário em que Antônio Lopes com duas alterações matou o cruzmaltino.

Substituições são outro calcanhar de Aquiles de PC; Raramente uma substituição no Vasco surge efeito taticamente, e quando são feitas, demora-se muito.PC reclama da falta de maturidade do elenco, que cede muitos gols no final dos jogos, mas é justamente no final dos jogos que ele coloca em campo atletas recém saídos do juvenil como Jonathan, Renato Augusto…

Outro defeito de PC, é demorar muito, as vezes até a torcida praticamente obriga-lo, a mexer no time. Exemplos? Rafael Coelho e Titi.O primeiro conseguiu a proeza de ser titular em o que? oito jogos seguidos, sem fazer UM gol? Já o segundo entregou o ouro ao bandido em pelo menos três jogos, e sua insegurança dava calafrios na torcida.

Pesa sobre ele também a decisão de escalar Ramon e C.A fora de suas condições ideais e ver estes se lesionando novamente por isto.

Sob sua batuta, Léo Gago, Élton e Jéferson foram embora. Por incrível que pareça para alguns, fazem falta.Principalmente Élton.

Se lendo isso parece que eu estou botando PC na cruz, ledo engano. Foi muito bom que ele tivesse vindo, se esse time estivesse nas mãos de Mancini ocuparíamos uma das quatro vagas da degola.

Mas que PC têm muito espaço para melhorar tem.

Mas hoje, pedir a sua cabeça é burrice, e não traria nenhum benefício ao Vasco, na reta final do Brasileirão trocar de técnico é pedir para perder pontos, a não ser que esteja na zona do rebaixamento.

Não sendo o caso, só traria problemas: Além de não haver nenhum grande técnico a disposição no mercado, até que este viesse, e implementasse um trabalho e os jogadores assimilassem ele, demoraria algumas rodadas, num time que já está entrosado ( bem ou mal) fazer diversas mudanças ( comum neste caso) é desestabilizar um elenco todo.

Se o Vasco quer contratar outro técnico, mais capacitado, muito que bem, se faça isso no final da temporada, com calma.

Mas só se for para trazer alguém MELHOR que PC. Trocar seis por meia-dúzia não adianta. Pior ainda se for alguém menos capacitado que PC. Em ambos os casos é apenas perder o trabalho feito até aqui.

Não adianta comparar a situação do Vasco com a do urubu ou do galo.Em ambos os casos o time estava de saco cheio do treinador, e o aumento de produção foi puramente por uma mudança de atitude dos times.

Não sei se esse é o problema no Vasco hoje, depois de uma atuação apática como a de ontem, até fica a dúvida, mas não creio que seja.

sábado, 30 de outubro de 2010

Vasco x Vitória, 32ª rodada

O que se pode falar do jogo de hoje?

Simplesmente o Vasco não entrou em campo, não existiu.

O Vitória marcou 4, e perdeu ums 10 gols.

Uma partida que teve Fumagalli como o melhor do Vasco, e Prass como um dos piores, engolindo dois perus, não poderia ter acabado bem…a diferença é que quando o goleiro falha… é gol! Eita profissão ingrata.

A pergunta é: Uma vez que Fernando (infelizmente) não estava em condições, já que está com sintomas de gripe, não era a hora de Tiago jogar não? Afinal de contas, banco de reservas é para isso. Deu no que deu.

Mas o pior foi Jádson! Sem condições… ele e Titi podem comprar a suas passagems para a barca do final do ano.

E assim, o Vasco foi humilhado por um time que briga para mão cair, e continua não vencendo o Vitória na Bahia. E novamente o time urubuzino do nordeste é nosso algoz.

Sem mais, por hoje chega de Vasco.

 

Com direito a gol relâmpago, o Vitória bateu o Vasco por 4 a 2 e deixou a zona de rebaixamento do Brasileiro. Bem postado taticamente, o time baiano fez três gols na primeira etapa, quando a equipe carioca parecia anestesiada pelo calor de Salvador. Adaílton, Elkeson, Neto Coruja e Junior marcaram para o time da casa. Nunes e Fumagalli descontaram.

Com o resultado, o Leão foi a 37 pontos e está em 14º. O Vasco segue com 42 pontos, duas posições acima do rubro-negro baiano. A derrota praticamente sepultou o sonho vascaíno de chegar a Libertadores. Só uma combinação improvável de resultados poderia colocar a equipe de novo na briga por um lugar no torneio continental.

A atuação do Vitória na partida que marcou o 500º jogo na história do Barradão foi tão boa que Lopes, conhecido por passar toda a partida gritando, ficou quase o tempo todo sem dar um berro sequer.

As duas equipes voltam a campo no meio da próxima semana. Na quarta, o Vitória encara o Santos, na Vila Belmiro. No dia seguinte, o Vasco recebe o Grêmio Prudente em São Januário.

O JOGO

A estratégia do Vasco era clara e, de certa forma, óbiva. O time entrou em campo com a instrução de tocar a bola e fazer o tempo passar nos primeiros minutos de jogo. A intenção era explorar o nervosismo da equipe baiana, que precisava da vitória para deixar a zona de rebaixamento. Mas toda essa tática não durou nem um minuto.

Adailton, que jogava quase como um ponta-direita, recebeu a bola e partiu com velocidade para cima de Diogo. O atacante ganhou na corrida e invadiu a área do Vasco. Jumar tentou ajudar o lateral na marcação, mas os dois se atrapalharam e a bola ficou com o avançado rubro-negro que chutou sem ângulo e fez um bonito gol, para delírio da torcida rubro-negra.

Com sua estratégia inicial indo por água abaixo, o Vasco teve que partir para o ataque. Mas faltava inspiração. Eder Luis, irreconhecível, não acertava quase nada. Zé Roberto estava sumido em campo. Do trio de frente, apenas Felipe conseguia criar algo. Mas nada que assutasse Viáfara. Aliás, o goleiro só teve que trocar de camisa no vestiário porque o sol no Barradão estava muito forte. Se dependesse do Vasco, o arqueiro sairia da primeira etapa com a roupa limpa.

O Vitória não tinha nada a ver com os problemas do Vasco. E seguiu criando chances perigosas. Não fossem as péssimas pontarias de Egídio, que isolou um chute na cara do gol após passe de Elkeson, e de Junior, que recebeu na entrada da área sozinho e mandou para fora de forma bastante estranha, o Leão poderia ter saído da primeira etapa com um resultado ainda melhor.

Porém, apesar de estar bem em campo, o Vitória ainda tomou um susto. Wallace sentiu dores na coxa e foi substituído por Thiago Martinelli. Na mesma hora, PC decidiu mexer no Vasco. Tirou Diogo e colocou Nunes, deslocando Jumar para a esquerda. A ideia era reforçar a marcação pelo lado esquerdo e tentar aproveitar a baixa estatura de Martinelli para arriscar bolas cruzadas na área para Nunes. Não deu certo.

O Vitória continuou deitando e rolando em campo. Ramon, o “Reizinho da Toca”, fazia jus ao apelido e comandava o meio-campo como um verdadeiro maestro. Ao seu lado, Elkeson fazia excelente partida. E coube ao meia ampliar o marcador, aos 39. Com um chute forte de fora da área, o jogador fez 2 a 0. Fernando Prass falhou feio no lance. A bola estava em suas mãos, mas o goleiro rebateu fraco. Envergonhado, o arqueiro pediu desculpas ao time.

Prass ainda poderia se redimir do lance na primeira etapa. Mas não era do dia dele. Depois de salvar uma bola em cima da linha, viu a bola ir na direção de Neto Coruja. O volante cabeceou para o fundo do gol e fez o terceiro.

O Vasco voltou para a segunda etapa com uma modificação na equipe (Rômulo no lugar de Fellipe Bastos) e uma mudança na postura. Mais ligado, o time dominou os primeiros minutos. Pelo lado direito, Fagner era a melhor opção cruzmaltina. Foi dele que saiu o passe para Rômulo chutar colocado e obrigar Viáfara a fazer boa defesa. Também foi do lateral que saiu o cruzmento para Nunes cabecear e diminuir o placar, aos 3.

O Gigante da Colina parecia que tinha voltado com tudo para buscar o empate. Logo após o gol, Fagner – sempre ele – cruzou para a área, mas Zé Roberto passou da bola e tentou acertar de letra. Sem sucesso.

A torcida do Vitória, que cantava sem parar no primeiro tempo, pareceu sentir o golpe. Mas o time rubro-negro não. Elkeson deu bom passe para Junior dentro da área. O "Diabo Louro" girou em cima de Jadson Viera e fez o quarto do Leão. Foi um balde de água fria na reação vascaína.

Já sem o mesmo ímpeto do incío, o Vasco ainda tentou chegar ao gol. Teve uma boa chance com Zé Roberto, mas Viáfara impediu. Mesmo com a equipe carioca tendo a posse de bola por mais tempo, foi o Vitória quem esteve mais perto de marcar. Thiago Martinelli cabeceou livre após um escanteio. Para sorte de Prass, a bola foi para fora.

O Vasco ainda conseguiu diminuir no último minuto de jogo. Fumagalli, de falta, marcou um bonitio gol, evitando um vexame cruzmaltino em Salvdor.

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Saudações…/+/…

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

“Torço pelo Vitória"

Sob o comando de Antônio Lopes, o Vasco viveu um dos seus momentos mais vitoriosos, conquistando entre outros, o brasileiro de 97. Falar sobre o “delegado” é chover no molhado, um dos mais vitoriosos e respeitados treinadores do Brasil.

Sua imagem, de um senhor calvo e descabelado gritando ‘volta mariCÁAAAAA” trajando sua camisa verde da sorte ficará para sempre na minha e talvez na sua memória. E justamente por isso, seu nome e o do Vasco sempre andaram de mãos atadas, afinal de contas, foram seis passagems, totalizando 13 anos no Vasco.

Seremos sempre gratos ao professor Lopes, seja Vascaíno ou não.

 

Mais uma vez falando de Caetano;

Sua permanência ainda não foi definida, e corre no boca a boca, que ele está aguardando uma definição de Dinamite sobre a construção/compra/aluguel/surgimento-vindo-de-uma-cartola-mágica-ou-não de um Centro de Treinamento.

Mas muito me surpreende a notícia veiculada hoje no Clicrbs de que o novo presidente do Grêmio está “conversando” com ele por telefone.

Até onde eu sei, e o próprio diz, Rodrigo não “conversaria” com ninguém até definir sua saída ou não da colina, e eu acho difícil, vendo a sua vontade em permanecer, que esta notícia seja verdadeira.

Antônio Martins quer além de Rodrigo, a volta de Cristiano Koehler, também oriundo dos pampas.

 

E a palavra de ordem no Vasco hoje é REFORMA:

Após a reforma da sede do Calabouço e o início da escolha da nova pintura de São Januário ( a qual eu não sei vocês, mas gostei da 3ª), o ginásio do “Forninho” também será reformado,este totalmente.

E tudo isso veio através de parcerias com empresas privadas, que em troca da matéria bruta e serviço cedidos, terão seus nomes vinculados ao maior clube do Brasil.

 

Éder Luís volta a afirmar que voltará ao Benfica.

Que vá! É um dos melhores jogadores hoje, senão o melhor, mas se está tão desesperado assim para usar o Vasco de trampolim, que cumpra seu contrato e vá para o diabo que o carregue depois.

 

E falando em elenco, Caetano afirmou que o planejamento de 2011 é trazer “poucos boms jogadores

Concordo, afinal de contas, o time está aí. Todo mundo vê que o Vasco está com um bom time, jovem e de qualidade, que precisa sim, é ser reforçado com um homem-gol, um zagueiro de nível compatível ao Dedé, e um armador.

Se a diretoria trazer SÓ essas peças, não mais que três jogadores, SIM, apenas três, mas de ALTO nível, já seria o suficiente.

 

Saudações…/+/…

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Uh uh , é caldeirão

Estamos lendo sobre o esforço do Vasco no sentido de adequar São Januário para sediar os clássicos em 2011.

E fazem muito bem!

Nós temos o direito de assistir tais jogos dentro de nossa casa, afinal de contas se os outros times não têm estádio, ó problema é deles!

E sempre tiveram muita má vontade para com o Vasco nesse sentido, numa tentativa de tirar um pouco de nossa força.

Mas a boa notícia é que Dinamite diz que não irá medir forças para conseguir a tal liberação, e solicitou uma vistoria do GEPE, para tal.

E é o momento certo, onde não teremos Maracanã por pelo menos dois anos, e convém à FERJ poupar o Engenhão, ou seja, o momento político do futebol no Rio favorece um parecer ao Vasco.

Dinamite, que andou sumido durante as eleições, também afirmou que Caetano permanecerá, o que é outra boa notícia, ótima.

Falta o papel assinado, mas acho que podemos dar um voto de confiança.

Tio Bob, ainda deu sua opinião sobre o momento de Carlos Alberto. Nas suas palavras, fica bastante claro que ele está PU-TO por ver o principal e mais caro jogador do elenco lesionado, ou seja, ganhando para não jogar. Claro que é uma situação ruim para todo mundo, Carlos Alberto inclusive, mas nós não aguentamos mais essa situação, devido a importância que ele têm no plantel.

 

Com Dedé suspenso para a partida contra o Vitória, surgiu um fantasma da escalação de Titi, mas felizmente, na última partida Jádson Vieira entrou e parece ter a confiança de PC. Verdade que foi pouco tempo, mas pelo menos não comprometeu.

E o Fernando parece estar na geladeira mesmo! Eu acho, imagino, que ele deva possuir um dos maiores salários do Vasco. Para um jogador que nem no banco anda ficando, está sendo dinheiro jogador fora.

Eu não estou no dia-a-dia do Vasco e não posso dizer se é justo ou não que Fernando esteja com tão pouca moral assim,mas que preocupa, preocupa.

Voltando a falar de C.A; Ele afirmou em seu Twitter que não sente mais dores e está “doido” para jogar.

Bom saber, finalmente uma boa notícia sobre a sua situação física!

Porém, espero que PC cumpra sua palavra e só escale jogador 100% fisicamente.

 

Saudações…/+/…

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Chega de anônimo

Olá amigos

O comentário aqui no blog não é moderado, mas é para posts com mais de 15 dias, e é justamente nestes que os Spammers atacam.

E o problema, além do incômodo, é que além de poluir o blog com diveros links maliciosos, alteram as estatísticas que o Google Analytics me apura.

Portanto, se alguém achar estranho a moderação, está aqui explicado, ok?

Se alguém quiser ver o “estrago” basta visitar este link de uma postagem do início do ano, no campeonato carioca.

http://apalavradoalmirante.blogspot.com/2010/01/vasco-4-x-0-macae-campeonato-carioca-4.html

E o pior é que não adianta marcar o comentário como SPAM não, eles continuam vindo!

Estes comentários do link são anteriores à esta mudança que eu fiz, mas todos os dias recebo alguns e-mails pedindo moderação neste tópico. Acho que vou deletá-lo, pois estranhamente, é o único que acontece.

Então dêem uma última olhada nele, pois já já irá sumir.

Saudações…/+/…

domingo, 24 de outubro de 2010

Vasco x Urubu, 31ª rodada

O ano já acabou para o Vasco, e hoje foi mais uma vez demonstrado isso.

Se antes os jogadores fingiam acreditar numa briga por libertadores, e a torcida fingia acreditar, nem mesmo os protagonistas já acreditam no conto do vigário, quanto mais os espectadores.

Que MAIS UMA VEZ, mostraram ser uma torcida arroz-de-festa e foram a minoria esmagadora no engenhão.

O Vasco mostrou ter mais time, saber jogar melhor, dominou metade do jogo e, quando abriu o placar, fez o que já esperávamos: recuou e deu o jogo para o adversário.

É preciso saber reconhecer que PC deu um padrão de jogo ao time, arrumou uma zaga sinistra que por lá andava, e armou um esquema que não dá muitas brechas para o adversário.

Contudo, entretanto, porém, todavia, PC é um baita mentiroso quando disse que procurava armar o time como o Barcelona (lembram?) e a Espanha, já que pelo que me lembre, esses times não recuam covardemente quando abrem uma margem mínima no marcador.

E o pecado hoje foi esse. Outra vez. Se o Vasco continuasse atacando, abriria dois ou três nesse time FRACO do urubu, só que PC e os jogadores parecem estar com a cabeça no ano que vem.

É bom começar a preparar o time de 2011 logo, trabalhar os jogadores, começar a descobrir em casa peças que precisávamos ( Diogo, Renato Augusto,Carlinhos, etc) e não correr riscos físicos desnecessários, mas é preciso que se lembrem que o ano ainda não acabou, ainda há pela frente diversas rodadas, e se hoje estamos em décimo-segundo, amanhã só Deus sabe.

Agora falemos de arbitragem: Foi péssima!

Mas ao meu ver, foi péssima para os dois lados, esse árbitro é muito fraco!

Gente, será que só eu achei a falta de Dedé pra cartão vermelho?

Ele pode não ter querido fazer aquilo, mas foi um carrinho de frente, onde ele só acertou a perna do adversário! Pensem comigo; e se fosse o contrário? Não foi pela expulsão de nosso grande zagueiro que o Vasco perdeu dois pontos não, vão me desculpar, mas eu acho que Caetano, Felipe e PC estão exagerando.

Posso estar errado, acontece com frequência, mas pensem comigo de cabeça fria, revejam o lance, e esqueçam a camisa dos jogadores por um momento. Será que o lance deveria ser de amarelo?

Agora, alguém me explica a presença de NUNES em campo hoje? Eu entendo a opção por sair jogando com ele, mas não a de não ter trocado no intervalo já que não acertava nada, e de não te-lo trocado quando o time precisava de um jogador rápido no contra-ataque, como Jonathan por exemplo.

Destaque mesmo foi Cesinha, que além do gol, foi perfeito na zaga, e Fágner. Quanta diferença quando ele está em campo! Além disso, uma nota honrosa para Diogo, que estreou num clássico e não fez feio.

O negócio é se antenar em 2011 mesmo.

O JOGO

Quando a bola começou a rolar, a rivalidade estava de volta. O Vasco entrou mais quente. Com a marcação adiantada, a pressão no meio-campo era maior. O Flamengo sentiu o baque na saída de bola. A defesa errava passes. Felipe, bem recuado, procurava ditar o ritmo na distribuição do jogo. E o melhor caminho era por Fágner, na direita.

Num escanteio por ali, aos 11 minutos, o primeiro perigo ao gol rubro-negro. Felipe cruzou na cabeça de Dedé, que mandou à direita de Marcelo Lomba. Pouco depois, um erro de passe de Willians quando saía jogando quase foi fatal. Eder Luis aproveitou e bateu com perigo. Marcelo Lomba mandou para escanteio, em boa defesa.

O Flamengo procurou reagir. Também pelo lado direito. A ideia do técnico Vanderlei Luxemburgo era explorar a inexperiência do garoto Diogo, lateral-esquerdo cruzmaltino, de 18 anos. Bola ora para Léo Moura, que vinha bem de trás, ou Diego Maurício, bem aberto, como um ponta. As melhores jogadas da equipe rubro-negra até foram por ali.

Na primeira, aos 16, Juan bateu um lateral pela esquerda para Deivid, que tocou de cabeça para o alto. A defesa do Vasco se enrolou, e a bola foi parar na direita. Prass saiu e levou um corte de Léo Moura. O lateral centrou para a área. Kleberson mergulhou de cabeça e deu um peixinho. Diogo salvou em cima da linha.

O meio-campo do Vasco deu mais espaço para o rubro-negro, que encaixou um pouquinho o jogo. Em outra trama pela direita, Diego Maurício arrancou para o meio. Bola para Kleberson, que rolou para Renato bater de canhota, com perigo, para fora. Pouco depois, Diego Maurício, dessa vez, buscou a linha de fundo e cortou Diogo com sucesso. O centro era para Deivid testar, mas a bola saiu mascada para escanteio.

O sinal ficou amarelo para o Vasco, que havia perdido o controle da partida. Justamente quando estava sendo pressionado, aproveitou-se de nova bobeira na saída de jogo do meio-campo do Flamengo e, depois de trapalhada da zaga, chegou ao gol.

Aos 26 minutos, Maldonado errou a saída de bola. O Vasco a roubou. Nunes, escolhido para começar no lugar de Fellipe Bastos, com virose, tocou para Zé Roberto, esse sim, recuado como meia para ajudar Felipe na armação. O camisa 10 arrancou pela direita e centrou para a área. Welinton, que vinha na corrida, chegou tentando cortar a bola e a mandou em cima de Juan. A bola foi contra o próprio gol, no travessão, e voltou na medida para Cesinha tocar para as redes: Vasco 1 a 0.

Com a vantagem no placar, o Vasco retomou o controle da partida. Mais afobado, o Flamengo errava passes - Willians, Kleberson e Renato - e, curiosamente, abandonou sua jogada mais perigosa, pelo lado direito. Preferiu insistir na esquerda, com Juan, envolvido por Fágner ou Zé Roberto, bem posicionado por ali para explorar com velocidade o contra-ataque.

Eder Luis era outro que usava bem a rapidez. Enfileirou três marcadores até receber a falta de David Braz - que merecia um cartão amarelo. Na cobrança, Dedé obrigou Marcelo Lomba a mais outra boa defesa. O Flamengo até tentou o empate no fim, numa cabeçada de Deivid, mas o Vasco saiu merecidamente com a vantagem.

Vanderlei mexeu no Fla no intervalo. Sacou o apagado Kleberson para pôr Petkovic. Mas pela esquerda. Além disso, o meio-campo continuava errando na saída de bola. Logo no início, Willians quase entregou o ouro para Felipe, que tentou encobrir Marcelo Lomba.

PC Gusmão recuou o Vasco para tentar decidir no contra-ataque. Deu campo para o Flamengo, que pouco aproveitava a posse de bola. Tanto que, aos 15 minutos, Vanderlei fez mais duas mexidas: trocou o nulo Deivid por Diogo e Juan por Marquinhos - Renato Abreu foi deslocado para a lateral. Quase deu certo. No minuto seguinte, Diego Maurício, agora pela esquerda, foi ao fundo e centrou para Diogo, que bateu mas encontrou os pés de Prass, em boa saída do goleiro vascaíno. No rebote, Pet tentou encobrir de cabeça, mas Diogo salvou.

Aos 19 minutos, num jogo até então sem cartões amarelos, um lance que gerou discussão: Willians e Dedé entraram duro numa dividida. Só que o zagueiro do Vasco entrou de sola e acertou o tornozelo do camisa 8. O árbitro Gutemberg de Paula Fonseca aplicou-lhe o cartão vermelho. O time do Vasco, além do técnico PC Gusmão, reclamou muito da marcação.

Logo em seguida, o treinador vascaíno trocou Zé Roberto por Jadson. Com um a mais, o Flamengo se lançou ao ataque e quase empatou numa jogada individual de Diego Maurício, pela direita. O camisa 49 arrancou e bateu cruzado, para grande defesa de Fernando Prass.

PC Gusmão resolveu lançar o garoto Fellipe Bastos, poupado com virose, no lugar de Felipe, já cansado e nervoso desde a expulsão de Dedé. Era necessário lançar alguém para servir Eder Luis, obrigado a recuar, e Nunes, que ficou isolado na frente. Mas o time, muito recuado, dava campo ao Flamengo, que, apesar de lento na troca de passes, chegou ao empate aos 35 minutos. Em jogada pela esquerda, Marquinhos centrou para Renato Abreu tocar de cabeça, de costas para o gol, à esquerda de Fernando Prass, sem defesa.

O técnico vascaíno perdeu a cabeça e acabou expulso pela terceira vez na competição. Diego Maurício quase fez o gol da vitória no fim - Fernando Prass salvou e se contundiu, quase sendo substituído.

Vasco 1 x 1 Urubu

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 1 FLAMENGO

Estádio: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 24/10/2010 - 18h30 (de Brasília)

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)
Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Luiz A. Muniz de Oliveira (RJ)

Público e renda: 21.519 (pagantes), R$ 575.820,00

Cartões amarelos: Felipe (20'/2ºT) e Marquinhos (37'/2ºT, Eder Luis (37'/2ºT).
Cartões vermelhos: Dedé (19'/2º).

GOLS: Vasco: Cesinha (27'/1ºT), ; Flamengo: Renato (35'/2ºT)

VASCO: Fernando Prass, Fagner, Cesinha, Dedé e Diogo; Rafael Carioca, Rômulo, Felipe (Felipe Bastos - 28'/2ºT); Zé Roberto (Jadson Vieira 23'/2ºT), Eder Luis e Nunes. Técnico: Paulo César Gusmão

FLAMENGO: Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, David e Juan (Marquinhos - 16'/2ºT); Maldonado, Willians, Kleberson (Petkovic - intervalo), Renato; Diego Maurício e Deivid (Diogo - 16'/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo

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Saudações…/+/…

sábado, 23 de outubro de 2010

Vasco x Urubu, 31ª rodada Pré-Jogo

Olá meus caros amigos!

A semana foi de trabalho lento aqui no Palavra, mas espero que tenha sido justamente o contrário na colina, afinal de contas, amanhã encaramos eles:O inimigo, o coisa-ruim, o tinhoso, o lado negro da forca…

É brincadeira. Amanhã enfrentamos o Flamengo ( notem que é a primeira vez que uso este nome no blog) e como sempre a apreensão e a vontade de vencer são muito maiores do que em qualquer outro jogo, e… para por aí.

Eu, não sou daqueles que juram ódio ao Flamengo, que torcem pelo seu infortúnio, que, como diria Eurico “Quer que o Flamengo exploda!”

Eu penso que a rivalidade é esportiva, e como tal, deve ser baseada em respeito ao adversário primeiramente. Respeito, mas sempre com vontade de superar o outro, e só.

Se o Vasco e o Flamengo fazem o “clássico dos milhões” é devido à importância dos clubes, à grandeza de sua torcida e a importância de suas conquistas. Mas o que mais interessa é o seguinte: É só futebol!

E futebol deve servir para entreter, para dar exemplo. Se futebol é arte, e a vida imita a arte, acho que queremos que ela seja feita de bons exemplos, não?

Então como exigir que o povo carioca, brasileiro enfim, seja mais educado, cortês, se o futebol, que deveria dar espetáculo, tantas vezes serve como mal exemplo? Se tantas vezes proporciona cenas de verdadeiras batalhas campais?

Eu ABOMINO qualquer demonstração de violência no esporte, e principalmente vinda dos jogadores do meu time. Se eu estou assistindo o jogo com meu filho e um jogador dá uma bofetada na cara do adversário, sou EU que tenho que explicar a ele que a vida não é assim, que violência não leva à nada, e que o “moço malvado pediu desculpas ao outro moço” ( mesmo sabendo que não).

Então, para mim, muito me preocupa as declarações de Luxemburgo, afirmando que “como Flamenguista sempre iria querer vencer o Vasco ( até aí a recíproca é verdadeira) e sempre iria torcer contra o Vasco”

Porque? O que o Wanderley ganha quando o Vasco perde? A menos que seja dinheiro em casa de apostas ( atividade proibida no país) NADA. E o mesmo serve para o Vascaíno.

Existe uma expressão na língua Germânica, que exprime o sentimento de estranha felicidade quando vemos outra pessoa se “dar mal”, sendo fisicamente ou não, desde um tropeção seguido de tombo a perder uma aposta verbal: Schadenfreude”

Embora eu duvide que Luxemburgo tenha sequer ouvido falar nela, acho que explica muito bem a situação, e acredito que isso só pode ser explicado da seguinte maneira: Inveja.

Pois fique sabendo Sr. Luxemburgo, que se o Sr. é incapaz de obter felicidade apenas pelos seus feitos, necessitando de uma ação feia dessas, tenho-lhe muita pena. O Sr. é um técnico muito capacitado ( embora tenha feito um papel RIDÍCULO no Galo), pessoa até que se prove contrário, cumpridor de suas obrigações, e formador de opinião. E como tal, deveria pensar melhor nas consequências de suas declarações, se isso pode desencadear uma violência numa tarde que deveria ser de festa, e de repente um pai de família não voltará para casa. Vascaíno ou Flamenguista.

Amanhã, assistirei a partida em casa, no conforto do meu condicionador de ar e meu sofá de couro, acompanhado de diversos amigos, Vascaínos e Flamenguistas, e ao apito final iremos todos tomar nossa cervejinha e dependendo de quantas, falar bastante besteira e confraternizar-mos, coisa que no Engenhão, sei que não vai acontecer.

VASCO X FLAMENGO - 24/10/2010 - CAMPEONATO BRASILEIRO
VASCO: 1-Fernando Prass, 23-Fagner, 3-Cesinha, 16-Dedé e Diogo; 8-Rafael Carioca, 37-Romulo, 21-Fellipe Bastos e 6-Felipe; 10-Zé Roberto (9-Nunes) e 7-Eder Luis. Técnico: Paulo César Gusmão.

FLAMENGO: Marcelo Lomba; Léo Moura*, Welinton, David e Juan; Maldonado, Willians, Kleberson, Renato; Diego Maurício e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo**.
*Ex-jogador do Vasco
**Ex-técnico do Vasco

Saudações…/+/…

PS: A primeira oportunidade de Wanderley como profissional fora das quatro linhas foi no Vasco, sendo auxiliar de Antônio Lopes.

De nada, Wanderley.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Caolho

Boas notícias, as de hoje:

Em primeiro lugar, a primeira reunião de Mandarino e diretoria para tratar da renovação de Rodrigo Caetano.

Se a alguns meses era certa sua saída, hoje o panorama é outro: Caetano demonstra vontade de permanecer e dar continuidade ao seu bom trabalho. Reflexo da nossa campanha “Fica Caetano”?

É sinal de que a diretoria está verdadeiramente bem intencionada, já que pretende resolver esta situação até o final dessa semana. O acerto ainda está por vir, e Rodrigo é profissional cobiçado hoje, e humano e pai de família, portanto não se iludam; Dinheiro não é tudo, mas quase.

 

A segunda boa notícia é o acerto, segundo o próprio, de Fernando Prass por mais três anos. Acho que não existe uma alma vascaína que não aplauda de pé Fernando, ele alcança o que praticamente nenhum jogador conseguiu, que é a unanimidade entre a torcida.

E para desespero de Tiago, nem resfriado pega!

 

A terceira boa notícia é de que Fágner treinou normalmente nesta Terça, e praticamente decretou sua volta ao time no clássico contra o Urubu.

E esta notícia nos leva ao assunto “sério” de hoje:

20101019-1130-1-ramon-comemora-seu-gol-sobre-o-time-do-botafogo_mini Um dos maiores problemas enfrentados pelo departamento médico do Vasco nesta temporada foram as constantes lesões do lateral Ramon. A ausência do jogador também foi prejudicial ao time, que se viu por alguns jogos, sendo obrigado a escalar jogadores improvisados na esquerda. A falta que o atleta fez para o grupo pode ser claramente observada na estatística ofensiva das duas laterais vascaínas no Campeonato Brasileiro.
Até agora, o Vasco criou 91
jogadas pelo lado direito. O grande número deve-se a presença freqüente de Fagner, que participou de 21 partidas em 30 disputadas. O lado esquerdo é bem diferente. O time cruzmaltino teve um total de 49 ataques, sendo o terceiro pior da competição pelo setor. Ramon, que é o titular, só participou de sete partidas.
O jogador ficou dois meses entregue ao departamento médico para
tratar de uma lesão na coxa, problema que tem sido recorrente desde o seu retorno ao clube carioca em janeiro. Ramon conseguiu se recuperar, mas voltou a sentir a mesma lesão na última partida contra o Botafogo e não tem previsão de volta.
Para o clássico contra o Flamengo, no próximo domingo, às 18h30m, no Engenhão, o técnico PC Gusmão terá que usar mais um jogador na posição. O
jovem Carlinhos, que teve algumas chances e foi expulso na última rodada, está fora. Ernani e Max, que se recuperou de lesão e deve ficar à disposição para o confronto, brigam pela posição.
Fonte: GloboEsporte.com

 

A verdade é que o Vasco até possui time para libertadores, mas além de ter bobeado quando não podia, também só dá azar esse ano.

Já imaginaram o Vasco desse ano com Ramon, Fágner e C.A o campeonato todo?

 

Saudações…/+/…

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Off-Duty

Acho que a esta altura, todos devem ter visto a foto de Carlos Alberto e Deco na noite de sábado na quadra da Unidos da Tijuca.

Se não viram, é esta:

 

Aí existirão diversas interpretações da atitude dos dois.

Uns dirão que não fizeram nada de errado, e outros que sim. Alguns até irão chama-los de chinelinho, mercenário,e etc. como vi por aí.

Mas antes de você decidir a sua opinião, lembre-se de três coisas:

1) O que um profissional faz no seu horário de folga é problema dele. O que interesse para mim, você, e os dirigentes do Vasco é o que C.A  faz lá dentro, no seu horário de trabalho. E até onde sabemos, Carlos cumpre com suas obrigações no Vasco, portanto não se pode dizer que isto influenciou no seu trabalho, até mesmo porque ele não estaria jogando no dia seguinte, o que aí sim, seria errado.

EU não aceitaria ser cobrado por algo que fiz ou não fiz  na minha folga.

2) Até onde se sabe, ou pelo menos fora noticiado, Carlos Alberto não estava bebendo, nem sambou, nem nada que comprometesse sua recuperação. Ao contrário de Deco, que visivelmente está tomando cerveja. Não é que ele não possa tomar cerveja, o cara é livre para fazer o que quiser, mas ele estando lesionado, eu IMAGINO que esteja fazendo uso de Anti-Inflamatórios, não? E a Cerveja, como sabemos, influencia no efeito deste tipo ( e outros também) de medicamento.

3) Eu não sou uma daquelas pessoas que acham que C.A é “chinelinho”. Ao contrário do que o termo implica, C.A sempre se põe a disposição do treinador, muitas vezes até sem estar 100%, o que de repente agravou sua lesão, mas quem escala o jogador é o técnico. Eu penso que nestes quase dois anos de Vasco, o cara que mais se sacrificou pelo time é ele, quantas vezes C.A foi escalado meia-bomba para que ajudasse o time? E ajudou.

O DM do Vasco que é um caso de polícia este ano, até parece que Só C.A se lesionou! Ramon ( duas vezes) Felipe, Ernâni, Max, Nílton… todos eles, puxando só de cabeça agora, se lesionaram, mas só ele está sendo cobrado, chamado de “chinelinho”.

Acordem! no Vasco há um chinelinho sim, mas não é ele, e sim um atleta que já conhecemos.

C.A pode ter parcela de culpa nesta sua fase de lesões, mas há de se ter o discernimento de cobra-lo pelo seus erros, e não por omissão, que não há.

domingo, 17 de outubro de 2010

Vasco x Atlético-GO, 30ª rodada

Viram como o Vasco é surpreendente?

Após dar uma lição de futebol no Corinthians, vai à Goiás e toma 2 x 0 do time da casa, que briga para não cair.

Surpresa.

O time não jogou! Aceitou desde o início a pressão do Atlético, e não soube contra-atacar (Contra atacar? odeio hifens), simples assim.

O Atlético iria jogar para cima, e dificultar o jogo do Vasco, até aí todo mundo sabia por dois motivos: 1) Está na briga contra o rebaixamento e jogando em casa e 2) Sempre faz seus melhores jogos contra times grandes ( como ganhou do Corinthians e Fluminense[ se é que Fluminense é time grande!]) o que ninguém entendeu até agora é como o Vasco não quis jogar, não lembrou em nada a equipe de Quarta-Feira.

Em um campeonato difícil como o Brasileiro, não basta ter qualidade, é preciso determinação e sangue frio. E estas são duas coisas que volta e meia somem do Vasco, como hoje, e ninguém nunca sabe quando voltam, como os jogos de Fluminense,Santos e Corinthians, e essa letargia só pode ser retribuída assim, com derrota.

Quem apontar como pior em campo, ou piores? Carlinhos que foi expulso? Allan que cometeu pênalti? é difícil dizer, principalmente quando se pensa na idade desses jogadores, e na responsabilidade que eles carregam.

Mas até quando isso servirá de desculpa? Até que ponto a idade e conseqüente imaturidade da maioria dos jogadores do Vasco livrarão-os de serem apontados como culpados?

Façamos o seguinte? Eu direi apenas que Fernando foi o melhor em campo, mais uma grande apresentação deste tremendo arqueiro que completou 100 partidas por este nobre emblema, e vocês me dirão em vossa opinião quem foram os piores, combinado?

Saudações…/+/…

O JOGO

A chuva que caía em Goiânia deixou o campo mais pesado e parece ter criado uma dificuldade extra para as equipes. Nos primeiros minutos de jogo, foi possível somar mais tombos do que chutes a gol. Mas a quantidade de água vinda do céu foi diminuindo e as chances aumentando.

Para animar os vascaínos que estavam na arquibancada em maior número do que a torcida da casa, Felipe fez bonita jogada e mandou uma bomba para o gol. Márcio defendeu, mas a bola sobrou para Zé Roberto. Porém, o meia chutou torto, a bola passou em frente ao gol e caiu nos pés de Eder Luís. Com o gol vaziou, o atacante deu apenas um toque e mandou para...a placa de publicidade atrás da meta. Eder colocou a mão na cabeça e não acreditou na chance que acabara de desperdiçar.

As oportunidades do Vasco no primeiro tempo se resumiram a essa chance e a um chute de longe de Fellipe Bastos. Com os laterais mal no apoio, o time ficava refém de alguma jogada de Felipe ou de Eder Luis. Muito marcado e sem ajuda pela direita, Zé Roberto estava apagado.

Se faltava criatividade do lado cruzmaltino, o mesmo não pode se falar do Atlético-GO. O Dragão pressionou muito o Vasco, mas falhou excessivamente nas conclusões. Juninho teve duas chances. Na primeira, estava sozinho na área e chutou fraco para fora. Na segunda, marcado por Carlinhos, pegou mal na bola, que saiu por cima. Thiago Feltri arriscou uma bomba de longe, mas também errou a mira.

O placar de 0 a 0 definia bem o que foi o jogo no primeiro tempo: poucas chances e erros de finalização de ambos os times quando as criaram.

O Vasco voltou melhor para o segundo tempo. Felipe ditava o ritmo do meio-campo e Eder esbanjava a habitual raça, mesmo sem tanta precisão como nos últimos jogos. Após passe do maestro, Irrazábal apareceu sozinho na direita mas errou o cruzamento. Logo depois, mais uma vez o meia fez bonito passe para Eder, que bateu cruzado e errou.

PC, que assistia ao jogo na casa de um amigo por conta de um problema estomacal, pediu que Acássio colocasse Allan em campo com a ordem: “movimenta o jogo”. Mas nem que quisesse o volante conseguiria fazer isso. Logo depois que ele entrou no lugar de Fellipe Bastos, Carlinhos fez uma falta boba na lateral e tomou o segundo amarelo. Além do vermelho, o lateral ganhou uma senhora bronca de Eder Luis.

Mesmo com um a menos, o Vasco seguiu procurando o gol. Após boa jogada de Allan, Eder Luis recebeu na entrada da área, mas bateu muito mal. O Atlético-GO parecia não saber como se organizar e se limitava a parar as jogadas com falta. Os cartões amarelos se multiplicavam para o Dragão.

Para tentar dar mais força ofensiva para o Atlético-GO, o técnico René Simões colocou Josiel no lugar de Marcão. Em sua primeira jogada, o atacante em nada lembrou o artilheiro do Brasileiro de 2006 pelo Paraná. Na realidade, relembrou os tempos de Flamengo, quando a torcida do time carioca se desespereva com os gols perdidos. O atacante recebeu livre na área, mas chutou mal e acertou o volante Jumar. No rebote, deu de joelho na bola e não conseguiu dominar.

Mas o atacante conseguiu se redimir. Aos 36, recebeu na entrada da área e bateu com força no ângulo. Fernando Prass fez uma defesa espetacular, mas Anaílson pegou o rebote e mandou para o fundo do gol.

O Vasco partiu para o tudo ou nada, mas de forma desorganizada. Com isso, dava espaço para os contra-ataques do adversário. Em um deles, aos 42, Allan derrubou Juninho dentro da área. A torcida pediu e Márcio foi bater. Com precisão, o goleiro colocou a bola no fundo do gol e deu números finais ao placar.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-GO 2 X 0 VASCO

Estádio: Serra Dourada, Goiânia (GO)

Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Auxiliares: Julio Cesar Rodrigues Santos (RS) e José Eduardo Calza (RS)

Cartões Amarelos: Adriano, Rômulo, Daniel Marques, Gilson, Robston, Pituca e William (ATL-GO); Carlinhos, Jumar e Allan (VAS)
Cartões Vermelhos: Carlinhos, aos 17'/2ºT (VAS)

Gols: Anaílson, aos 36'/2ºT, e Márcio, aos 42'/2ºT (ATL-GO)

ATLÉTICO-GO: Márcio; Adriano, Gilson, Daniel Marques e Thiago Feltri; Rômulo (Renatinho, aos 23'/2ºT), Pituca, Robston e Anaílson (William, aos 37'/2ºT); Juninho e Marcão (Josiel, 15'/2ºT). Técnico: Renê Simões.

VASCO: Fernando Prass; Irrazábal, Dedé, Cesinha e Carlinhos; Jumar, Rafael Carioca, Fellipe Bastos (Allan, aos 13'/2ºT) e Felipe; Eder Luis (Nílson, 35'/2ºT) e Zé Roberto (Jonathan, aos 22'/2ºT). Técnico: Acácio.

Fonte: GloboEsporte.com (texto), Globo Online (ficha)

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